Denúncia do Gaeco aponta organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 20 milhões com jogos de azar, fraudes eletrônicas e ocultação de patrimônioO Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou nove pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida na exploração ilegal de jogos de azar e loterias, fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema teria movimentado mais de R$20,4 milhões e era liderado por uma manicure e influenciadora digital de Palmas.
A denúncia é resultado das investigações que deram origem à Operação Tigre de Areia, deflagrada em maio deste ano pela 1a Delegacia Especializada em Investigações Criminais da Polícia Civil do Estado do Tocantins, que constatou que o grupo atuava, pelo menos, desde meados de 2023, principalmente em Palmas, mas também com ramificações em outros estados, e possuía divisão de tarefas para captar vítimas, movimentar recursos e ocultar a origem do dinheiro.
De acordo com a investigação, a influenciadora utilizava as redes sociais para divulgar plataformas clandestinas de jogos de azar, entre elas o chamado “Jogo do Tigrinho”, além de promover sorteios sem autorização. O Ministério da Fazenda confirmou durante as investigações que ela não possuía autorização para realizar promoções comerciais, rifas ou captar apostas.
Além da exploração dos jogos, o MPTO aponta a prática de estelionato mediante fraude eletrônica pela influenciadora digital, por divulgar anúncios com promessas de lucros e renda extra através de apostas e jogos online. Em um dos casos descritos na denúncia, uma vítima teria sido ludibriada pelas promessas de ganhos financeiros após receber mensagens frequentes com links para plataformas de apostas, o que teria resultado em um prejuízo de R$68 mil, bem como graves danos a sua saúde mental.
Denúncia
A influenciadora foi denunciada por organização criminosa, com agravante pela condição de liderança, lavagem de dinheiro, estelionato mediante fraude eletrônica, exploração de jogos de azar e promoção de loterias sem autorização.
Outras oito pessoas também foram denunciadas, entre familiares, uma funcionária e integrantes apontados como responsáveis por dar suporte à movimentação financeira do grupo. A eles, o MPTO atribui os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na Ação, o Ministério Público requer à Justiça a manutenção das medidas patrimoniais já determinadas durante a investigação e, em caso de condenação, a perda dos bens considerados produto dos crimes. Também pede que a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda sejam comunicadas para apuração administrativa e tributária das condutas.


