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Lideranças do campo no Tocantins defendem Plano Safra mais ‘inclusivo’ e ‘acessível’ aos produtores 

Maurício Buffon e Dari Fronza destacam a importância, mas ressaltam a necessidade de maior força e representatividade política da classe para que a iniciativa atenda, de fato, as necessidades dos produtores 

Duas importantes lideranças do setor produtivo no Tocantins, os produtores rurais Maurício Buffon e Dari Fronza, que trabalham e investem no Estado há mais de 25 anos, defendem que o campo tenha mais força e representatividade política para lutar por mudanças significativas, por exemplo, no conceito do Plano Safra.  

Nesta terça-feira, dia 30, o governo federal anunciou a destinação de R$ 525 bilhões para fortalecer a agricultura empresarial, no ciclo Plano Safra 2026/27. “É um montante que vem para subsidiar a produção, mas há problemas. O acesso ao crédito é um deles. O valor é alto e há restrições devido a frustrações de safras passadas. Outro ponto é a melhoria da renegociação de dívidas para que, de fato, o produtor tenha acesso, ou seja, que este montante chegue ao destino. Os juros são altos. No mundo inteiro as taxas variam de 2% a 3% ao ano. No Brasil, muito acima, em torno de 15% a 20%. E em certos casos índices até maiores”, citou Buffon.

Presidente licenciado da Aprosoja Brasil, que reúne associações de 16 Estados, Buffon é radicado em Porto Nacional e também foi presidente da Aprosoja-TO. Atualmente, é pré-candidato a deputado federal. 

Voz para negociar

Também ex-presidente da Aprosoja-TO, Dari Fronza, que trabalha com agricultura e pecuária em Silvanópolis, na região central do Estado, comentou o Plano Safra anunciado nesta data. “De fato, a maioria dos produtores está inadimplente por frustrações de outras safras. E, diante disso, não conseguem acessar os créditos. Isso precisa ser revisto no programa. Mas, revisto de uma forma que seja regra, regulamentação. Isso conseguimos com representatividade política no campo”, falou. “É algo que precisa ser feito com diálogo, respeitando todos os envolvidos, mas com gente da gente nos representando em órgãos e esferas de poder, como o Parlamento. Todos devem sentar à mesa e negociar. Mas, quem olha pelo produtor? Só ele mesmo”, enfatizou Dari, pré-candidato a deputado estadual.  

Logística e escoamento

Outros aspectos foram abordados por Buffon. “O país precisa tratar com mais atenção a questão do armazenamento. O Brasil tem um déficit muito grande nesse aspecto. Isso requer políticas públicas e investimento a longo prazo. A solução deste problema ajudaria muito o governo federal, por exemplo, a equalizar a oferta de alimento dentro do país. E nós melhoraríamos a logística”, disse “Com o produtor sendo ouvido em locais de decisão, como o Congresso, a solução deste problema resultaria em produto internalizado dentro do país por mais tempo e folga no escoamento dos produtos. Não teriam problemas de logística nos portos, filas imensas, alto custo de preços de frete e caminhões parados, encarecendo os produtos para o próprio consumidor”, finalizou.

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