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Tocantins 2026: Entre continuidade e renovação

*Por Joana Castro

Com o fim das convenções partidárias, o Tocantins entra oficialmente na disputa eleitoral com três candidaturas centrais ao governo: Dorinha Seabra (União Brasil), Vicentinho Júnior (PSDB) e Laurez Moreira (PSD). O eleitor terá diante de si a escolha entre a força da experiência, a promessa da renovação e a aposta na articulação política.

Dorinha Seabra: a força da experiência

Dorinha chega com trajetória consolidada — secretária de estado da Educação por nove anos, deputada federal por três mandatos e senadora eleita em 2022. Seu maior trunfo é o reconhecimento nacional em pautas de educação e desenvolvimento regional, além de uma coligação robusta que reúne prefeitos e partidos diversos.

O desafio, porém, é se desvincular da imagem de mera continuidade administrativa. Para conquistar o eleitorado, precisará mostrar que sua experiência pode se traduzir em inovação e em um novo ciclo político.

Vicentinho Júnior: a aposta da renovação

Com perfil jovem e presença forte no interior, Vicentinho representa a ideia de mudança. Sua proximidade com lideranças locais e discurso de renovação podem atrair eleitores cansados da política tradicional.

Entretanto, a ausência de experiência executiva poderá pesar contra sua candidatura. Para convencer o eleitor, terá que apresentar propostas claras, estruturadas e mostrar-se capaz de enfrentar os desafios de governar o estado.

Laurez Moreira: o articulador político

Vice-governador e ex-prefeito de Gurupi, Laurez traz bagagem administrativa e influência consolidada no Sul do Tocantins. Sua capacidade de articulação, reunindo partidos como PT, PDT e PSB, é um diferencial.

O ponto fraco é a dependência de alianças para se manter competitivo e a associação à continuidade da atual gestão. Para avançar, precisará expandir sua influência para além do Sul e apresentar propostas que o diferenciem dos demais.

O dilema do eleitor tocantinense

O cenário eleitoral se desenha em torno de três narrativas: Dorinha, com a força da experiência e da estrutura partidária. Vicentinho, com a promessa de renovação e proximidade com as bases. Laurez, com a bagagem administrativa e a habilidade de articulação. Há ainda as candidaturas do ex-senador Ataídes Oliveira (Novo) e do professor Witer Naves (PSOL).

O grande dilema será escolher entre continuidade com ajustes ou mudança com risco de inexperiência. Até outubro, cada candidatura terá de construir uma narrativa convincente que dialogue com as expectativas de um estado que busca desenvolvimento, mas também deseja renovação política.

Como disse o imperador romano Júlio César, “Alea jacta est”: a sorte está lançada!

“É, pois é. É isso aí”. (SWR)

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