Motoristas, transportadores e consumidores do Tocantins terão aumento do ICMS sobre os combustíveis a partir de 1º de fevereiro de 2027. Aprovada pelos estados no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a mudança elevará o imposto sobre o diesel de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. O acréscimo de R$ 0,13 representa alta de 11,1% no tributo. As novas alíquotas são nacionais e também serão aplicadas no estado.
Para o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-Tocantins), Wilber Silvano, os efeitos do reajuste podem ultrapassar o abastecimento dos veículos e alcançar os custos das mercadorias que chegam ao comércio tocantinense por caminhão.
“Diesel é frete. É o principal insumo de transporte do país. Então a pressão chega no preço de tudo que anda de caminhão até a prateleira”, afirma.
Na gasolina, o ICMS passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, aumento de R$ 0,07, equivalente a aproximadamente 4,5%. Já no gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado nos botijões de cozinha, o imposto subirá de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Para um botijão de 13 quilos, a diferença será de R$ 0,91 em imposto.
Os percentuais correspondem ao aumento do tributo, e não a um reajuste de igual proporção no preço cobrado ao consumidor. Portanto, a alta de 11,1% no ICMS do diesel não significa que o litro vendido nos postos tocantinenses ficará automaticamente 11,1% mais caro.
Wilber destaca que a alteração tributária é definida pelos estados e chega aos postos como parte do custo de aquisição do combustível. “O posto não decide esse preço, ele repassa”, diz. Aos revendedores do Tocantins, a orientação é incorporar a mudança ao planejamento da operação. “Quem opera posto precisa se preparar desde já.”
Os novos valores foram estabelecidos pelos convênios ICMS 127/2026 e 128/2026. Em comunicado de 3 de novembro, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que os estados estudam alternativas para reduzir o reajuste previsto para o diesel. Até a divulgação da nota, não havia decisão anunciada sobre alteração dos valores, e a aplicação permanecia prevista para fevereiro de 2027.
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