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O poder (ainda) esquecido do segundo voto para o Senado no Tocantins

*Por Joana Castro

O eleitorado tocantinense se prepara para uma eleição decisiva, e há um detalhe que pode mudar completamente o resultado: o segundo voto para senador. Em 2026, duas vagas estão em disputa para a Casa Alta, mas muitos eleitores — especialmente os mais jovens e inexperientes — ainda desconhecem ou ignoram a formatação desses dois votos e a chance de eleger dois nomes para duas vagas. O resultado é preocupante: ao repetir o mesmo candidato no segundo voto, como acontece com mais frequência do que se imagina, anulam involuntariamente sua escolha, desperdiçando uma oportunidade de fortalecer a representação do Estado elegendo dois candidatos que melhor performarem em suas campanhas.

É natural que os candidatos concentrem suas campanhas em ser o mais votado, mas a estratégia eleitoral não pode se limitar a isso. Com o favoritismo de Eduardo Gomes em sua tentativa de reeleição, a disputa pela segunda vaga ganha contornos estratégicos. Saber trabalhar o segundo voto pode ser a chave para uma eleição maiúscula, capaz de transformar candidaturas que hoje parecem secundárias em protagonistas.

As pesquisas revelam um dado decisivo: mais de 60% dos eleitores ainda estão indecisos quanto ao Senado. Esse contingente é imenso e abre espaço para candidaturas que souberem comunicar com clareza a importância do segundo voto. O eleitor precisa ser informado de que tem o poder de escolher dois nomes distintos, ampliando a pluralidade da representação tocantinense em Brasília.

Portanto, este editorial é um chamado tanto para candidatos quanto para eleitores. Aos candidatos, cabe a responsabilidade de educar e orientar seu público sobre o valor estratégico do segundo voto. Aos eleitores, cabe a consciência de que votar em dois nomes diferentes é exercer plenamente sua cidadania, evitando desperdício e fortalecendo a democracia.

O Tocantins não pode se dar ao luxo de perder representatividade por falta de informação, assim como os candidatos por deixar um nicho estratégico de lado em suas campanhas. O segundo voto é mais do que um detalhe técnico: é uma arma política poderosa, capaz de redesenhar o futuro do Estado no Senado Federal.

“É, pois é. É isso aí” (SWR)

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