spot_img
- Publicidade -
spot_img
InícioCidadesMPTO obtém decisão para garantir abastecimento emergencial de água em Paraíso

MPTO obtém decisão para garantir abastecimento emergencial de água em Paraíso

Decisão determina que BRK Ambiental apresente plano de contingência, forneça água potável às áreas afetadas e divulgue informações diárias sobre o serviço

A concessionária BRK Ambiental deverá garantir o fornecimento alternativo de água potável às unidades essenciais de Paraíso do Tocantins no prazo de 12 horas e à população afetada pelo desabastecimento em 24 horas, sem custos. A determinação consta de decisão liminar obtida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), nesta segunda-feira, 19, para reduzir os impactos das frequentes interrupções no abastecimento de água do município.

A decisão atende uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pela 4ª promotoria de Justiça de Paraíso. 

Além do fornecimento emergencial, a concessionária deverá apresentar, em cinco dias, o plano de contingência para situações de escassez hídrica ou declarar formalmente sua inexistência, bem como implementar um plano emergencial para enfrentar o desabastecimento.

A Justiça também determinou a divulgação diária de informações sobre o abastecimento e a apresentação de relatórios periódicos sobre a situação do sistema. O descumprimento das medidas poderá resultar em multa diária de R$ 1 mil limitada a R$ 50 mil.

Medidas para proteger a população

Na decisão, a Justiça reconheceu que as interrupções recorrentes no abastecimento representam risco à saúde pública e às condições sanitárias da população.

A promotora de Justiça Patrícia Delfino destaca que mesmo em situações que justifiquem a interrupção do serviço, a concessionária tem o dever de adotar providências para minimizar os prejuízos aos consumidores.

A decisão também destacou que a demora na implementação de medidas emergenciais pode agravar os riscos à saúde e comprometer necessidades básicas, como consumo de água potável, higiene pessoal e preparo de alimentos.

Sobre a crise

A Barragem do Coco responde por aproximadamente 88% do abastecimento da cidade. Em setembro deste ano, o reservatório atingiu o volume morto, sem entrada de água, em um cenário de redução expressiva das chuvas. A situação provocou interrupções frequentes no fornecimento, implantação de rodízio e comprometimento do atendimento em diversos bairros, inclusive em unidades públicas e de ensino.

A crise também atingiu propriedades rurais localizadas abaixo da barragem, em razão da interrupção do fluxo superficial do Rio do Coco em alguns trechos, com prejuízos inclusive para o fornecimento de água aos animais.

Diante desse cenário, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) notificou a concessionária para que adotasse medidas destinadas a manter a vazão ecológica do rio ou, caso isso fosse tecnicamente inviável, garantisse o abastecimento das propriedades afetadas por caminhões-pipa.  

- Publicidade -spot_img
Não perca
Notícias relacionadas