Presidente da SBC-TO, Andrés Gustavo Sánchez Esteva compartilha experiências de tratamentos cardíacos de alta complexidade realizados em Palmas durante encontro científico internacional, o World Congress of Cardiology 2026
O cardiologista intervencionista Andrés Gustavo Sánchez Esteva, pioneiro na introdução de técnicas para o tratamento de doenças cardíacas complexas no Tocantins, participou nesta sexta-feira, 9, do Congresso Mundial de Cardiologia, no Rio de Janeiro. Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia/Seccional Tocantins (SBC-TO), o médico integra a programação científica do evento como palestrante, debatedor e avaliador de trabalhos científicos.
Com mais de 15 mil inscritos de 86 países, o Congresso Mundial de Cardiologia acontece em conjunto com o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia. O encontro começou na quinta-feira, 8, no Riocentro, e segue até sábado, 10, reunindo especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir avanços na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das doenças cardiovasculares.
Como palestrante, Andrés abordou os critérios que orientam a escolha das estratégias de tratamento para obstruções complexas nas artérias coronárias, destacando a importância da avaliação anatômica e funcional na tomada de decisões. Durante o evento, o especialista também apresentou resultados e dados de acompanhamento de um procedimento realizado em Palmas, no qual foram implantadas duas próteses cardíacas por cateter, sem necessidade de cirurgia aberta, em uma paciente com anomalia de Ebstein, uma doença congênita rara. A técnica utilizada está entre os poucos casos descritos na literatura médica mundial para essa condição.
Pioneirismo e avanços na cardiologia do Tocantins
Andrés G. Sánchez é especialista em Cardiologia e Hemodinâmica pelo Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, possui formação complementar no exterior e atualmente é doutorando em Ciências Médicas pelo Programa de Cardiologia do Instituto do Coração (InCor), vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Sua trajetória profissional é marcada pela introdução de novas tecnologias e pela contribuição ao desenvolvimento da cardiologia intervencionista no estado.
Entre suas contribuições estão o pioneirismo na realização de procedimentos como o implante de válvula aórtica por cateter (TAVI), o MitraClip, utilizado no tratamento de alterações da válvula mitral, e a utilização de dispositivos para o tratamento de obstruções coronárias complexas. Destaca-se também a introdução de métodos avançados de imagem intracoronária, como o ultrassom intravascular (IVUS) e a tomografia de coerência óptica (OCT), que permitem avaliar o interior das artérias coronárias com maior precisão. A incorporação dessas técnicas contribuiu para ampliar as possibilidades de diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas complexas, permitindo que mais pacientes tenham acesso a procedimentos especializados sem a necessidade de deslocamento para grandes centros médicos.
A participação no congresso do Rio de Janeiro dá continuidade à atuação de Andrés em importantes encontros científicos nacionais e internacionais ao longo de 2026. Em abril, o cardiologista atuou como debatedor no Congresso dos Departamentos da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em Belo Horizonte. Em maio, apresentou sua experiência no TCT Plus LATAM Valves 2026, em São Paulo; em julho, participou como palestrante do Congresso Latino-Americano de Hemodinâmica, também em São Paulo; e, em agosto, esteve no Congresso Norte-Nordeste de Cardiologia, em Recife. A atuação nesses espaços contribui para ampliar o intercâmbio científico e dar visibilidade aos avanços da cardiologia intervencionista praticada no Tocantins.



