Candidato a vice-governador apresentou propostas para o esporte e a juventude, e fez cobranças sobre o valor atualmente destinado aos jovens trabalhadores pelo Governo
“Não vou permitir que um jovem que esteja querendo se preparar no mundo do esporte tenha que fazer uma ‘rifinha’ de dez reais para ir a um clube grande”. Foi com este tom que o candidato a vice-governador na chapa de Vicentinho Júnior (PSDB), deputado estadual Amélio Cayres (MDB), iniciou sua fala e atuou como protagonista no debate do segundo turno promovido pela TV Norte/SBT nesta segunda-feira, 19.
Dentre os principais temas, Amélio apresentou propostas para o esporte e a juventude, fez cobranças sobre o valor atualmente destinado aos jovens trabalhadores pelo Governo e instigou o candidato a vice da chapa adversária sobre as falhas na atual gestão dos recursos esportivos.
Logo no início de sua fala, Amélio apresentou sua história de vida como filho de pai lavrador e mãe semianalfabeta. “Deus e o povo me deram a oportunidade de ser prefeito por dois mandatos, deputado estadual por cinco mandatos, também presidi a Comissão de Finanças e CCJ por quatro vezes e, por escolha dos colegas deputados, me tornei presidente do segundo poder do Tocantins”, frisou.
Ao abordar o esporte tocantinense, Amélio defendeu mais investimentos na área e criticou a falta de apoio aos jovens que buscam oportunidades para desenvolver seu talento, anunciando a proposta de Vicentinho Júnior de criar um programa de incentivo aos jovens selecionados nas avaliações esportivas.
Amélio também defendeu mais atenção aos campos de futebol e às quadras. “Vamos iluminar o esporte, iluminar todos os campos deste estado”, declarou, ao mencionar suas indicações de reformas nos campos como deputado barradas no governo de Wanderlei Barbosa ao se tornar oposição da gestão.
Falhas de gestão no programa para jovens do governo
No segundo bloco do debate, Cayres questionou o funcionamento do programa Jovem Trabalhador, criticando o modelo de contratação e a distribuição dos recursos destinados à iniciativa, com o pagamento de R$ 1.200 para instituição Renapsi contratada para capacitações, mas repasse de apenas R$ 600 como bolsa aos jovens cadastrados. “O governo interino do Laurez propôs mudar para sistema S capacitar os jovens, com o pagamento de R$ 19 por aluno para cada capacitação e o governo pagaria R$ 1.181 de bolsa para cada jovem em capacitação”, frisou Amélio.
“O jovem tocantinense não merece isso, eles merecem respeito e ter o recurso direcionado para eles. Cuidar dos jovens não é só no papel, tem que realmente efetivar [a política pública], não é tirar aquilo que é de direito deles. Temos hoje cerca de 85 mil jovens que nem estudam nem trabalham e precisamos de ações concretas para mudar isso”, complementou.
Projeto da chapa
O candidato também defendeu mudanças na maneira de fazer campanha, argumentando que o eleitor espera propostas capazes de melhorar sua vida, e não apenas “ataques políticos”. Ao tratar de questões relacionadas à gestão pública, Amélio manifestou solidariedade a um paciente de 85 anos, de Porto Nacional, que relatou ter retornado para casa sem uma cirurgia na clavícula por falta de material necessário, devido a falta de pagamento dos fornecedores por parte do governo. Ao lado de Vicentinho Júnior, o candidato sustentou que a campanha deve ser orientada por propostas e pelo compromisso de melhorar a vida da população, reforçando a confiança na construção de um projeto de governo para o Tocantins.



