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Denúncia em Taguatinga expõe suspeita de assédio eleitoral com servidores da Educação

Relatos apontam convocação para reunião no comitê político de Paulo Roberto, coordenador da campanha da senadora Professora Dorinha Seabra na Região Sudeste

Uma fotografia de Elenildes Tavares, diretora do Colégio Militar Agostinho Almeida, registrada em frente ao comitê político do ex-prefeito e ex-deputado estadual Paulo Roberto, durante horário de expediente escolar, passou a circular nas redes sociais e levantou questionamentos sobre possível atuação político-eleitoral de servidores públicos.

Convocação de servidores

De acordo com as denúncias, professores e servidores contratados foram convocados pelas diretoras Elenilde, da Escola Agostinho de Almeida (Militar) e Valdineia, da Escola Estadual Justino de Almeida, juntamente com a delegada regional de ensino de Dianópolis, Rosângela, para uma reunião no comitê político. No encontro, segundo as denúncias, houve pedido de voto em favor da candidata ao Governo do Tocantins, senadora Professora Dorinha Seabra. Ainda segundo as denúncias, uma outra reunião teria acontecido na residência da servidora Cristina.

As acusações foram apresentadas pelo ex-prefeito Altamirando Zequinha Gonçalves, conhecido politicamente como “Miranda Taguatinga”. Ele destacou que a imagem da diretora em frente ao comitê, em horário de expediente, reforça a suspeita de uso da estrutura pública para fins eleitorais.

Promessa de contratos e clima de intimidação

Ainda conforme os denunciantes, os servidores foram informados de que seus contratos seriam mantidos durante o período eleitoral e renovados automaticamente em caso de vitória da candidata. O ambiente da reunião teria sido marcado por intimidação e coação, especialmente em relação aos profissionais contratados, que se sentiram pressionados diante da possibilidade de perderem seus vínculos de trabalho.

Embora o encontro tenha ocorrido no comitê político do prefeito Paulo Roberto, as denúncias ressaltam que ele não participou da reunião.

Apuração necessária

Até o momento, não há confirmação oficial das alegações, e os citados poderão apresentar suas versões às autoridades competentes. Caso sejam comprovados, os fatos podem configurar assédio eleitoral e uso indevido da máquina pública, condutas vedadas pela legislação.

Legislação eleitoral e combate ao assédio

A legislação brasileira garante que o voto é livre e secreto, e qualquer tentativa de coação ou assédio eleitoral no ambiente de trabalho pode resultar em responsabilização administrativa e criminal. Em iniciativas recentes, órgãos de fiscalização têm reforçado campanhas nacionais para combater práticas de assédio eleitoral.

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