Decisão do ministro Mauro Campbell Marques encerra restrições que impediam Karynne Sotero de frequentar prédios públicos, incluindo o Palácio Araguaia
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) optou por não renovar as medidas cautelares aplicadas à primeira-dama do Tocantins, Karynne Sotero, e ordenou o arquivamento do caso. A determinação é do ministro Mauro Campbell Marques, o mesmo que afastou o governador Wanderlei Barbosa em 2025 e impôs as medidas restritivas à primeira dama.
Com o fim das restrições judiciais, Karynne volta a ter acesso liberado ao Palácio Araguaia e a demais órgãos do governo estadual.
Na sessão de setembro de 2025, a Corte Especial do STJ ratificou o afastamento do chefe do Executivo tocantinense por ordem de Mauro Campbell. Naquela mesma etapa, Karynne, que exercia a função de secretária extraordinária de Participações Sociais, também acabou sendo desligada de suas atribuições.
Posteriormente, Wanderlei Barbosa conseguiu uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou as cautelares e garantiu sua recondução ao governo. O status legal de Karynne, por outro lado, seguia pendente de deliberação.
Diante disso, os advogados da primeira-dama acionaram o STF para que o entendimento benéfico concedido a Wanderlei fosse estendido a ela — pedido que ainda esperava julgamento.
Agora, com o veredito do STJ de anular as limitações e arquivar o processo, a ação enviada ao Supremo perde o sentido prático, dado que o próprio tribunal de origem suspendeu as sanções.
Vale destacar que a conclusão do processo e a liberação das cautelares se aplicam estritamente à situação pessoal de Karynne Sotero, sem significar o encerramento definitivo do conjunto global de apurações ligadas ao esquema.
Em suas redes sociais, a primeira-dama declarou que recebeu com serenidade a decisão do STJ. “Há momentos que carregam um significado difícil de colocar em palavras. Depois de tanta espera, sigo com o coração em paz e, acima de tudo, grato a Deus”, declarou.


