Especialista orienta sobre prevenção e sinais que exigem atendimento imediato
Cuidar da saúde do coração começa antes do aparecimento dos sintomas. Manter uma rotina de atividade física, alimentação equilibrada e acompanhamento dos níveis de pressão arterial e colesterol são algumas das medidas que ajudam a reduzir o risco de doenças cardiovasculares. No Setembro Vermelho, a cardiologista, Aline Macambira, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), orienta sobre os principais cuidados para prevenir essas condições e reconhecer os sinais de alerta.
A médica explica que grande parte dos problemas cardiovasculares está relacionada à aterosclerose, processo caracterizado pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias e que pode desencadear sérios problemas, tais como infarto do miocárdio, angina, acidente vascular cerebral (AVC), derrame, além de comprometer a circulação das pernas, causando doença arterial periférica.
Fatores de risco
Entre os fatores de risco, existem aqueles que podem ser modificados, como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e sedentarismo. Já aspectos como idade, histórico familiar e predisposição genética exigem acompanhamento médico ainda mais rigoroso.
Outro fator que vem preocupando os especialistas é o estilo de vida moderno. O estresse crônico, associado a jornadas intensas de trabalho, noites mal dormidas e distúrbios do sono, aumenta os níveis de hormônios que favorecem a elevação da pressão arterial e sobrecarregam o sistema cardiovascular. Atualmente, esses componentes já são reconhecidos como importantes contribuintes para o desenvolvimento de cardiopatias. “O estresse afeta o coração através de múltiplos mecanismos. Ativa o sistema nervoso simpático e libera cortisol e assim promove inflamação sistêmica, o que danifica as artérias ao longo do tempo. Muitas vezes leva a hábitos não saudáveis que indiretamente prejudicam o coração”, pontua a especialista.


