A Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal orienta a população sobre prevenção de doenças, com atenção especial à leishmaniose durante semana de mobilização nacional
O Agosto Verde-Claro é dedicado à conscientização e à prevenção das zoonoses, doenças que podem ser transmitidas entre animais e seres humanos, como leishmaniose, raiva, leptospirose e toxoplasmose. Em Palmas, a campanha reforça neste mês a importância dos cuidados com os animais e com o ambiente, com atenção especial à Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose.
Transmitida pela picada do mosquito-palha infectado, a leishmaniose visceral exige atenção por ser uma doença que afeta animais e pessoas. Nos cães, pode causar emagrecimento, queda de pelos, feridas na pele, crescimento exagerado das unhas e alterações nos olhos. Alguns animais, porém, podem não apresentar sinais aparentes, o que torna o acompanhamento veterinário ainda mais importante.
A médica veterinária e diretora de Saúde Animal da Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebem), Fernanda Vieira, destaca que a prevenção das zoonoses depende de cuidados contínuos. “Manter a vacinação em dia (múltipla viral e raiva), oferecer acompanhamento veterinário, cuidar da higiene dos espaços e evitar que os animais tenham acesso livre às ruas são atitudes que protegem os pets e toda a comunidade. No caso da leishmaniose, o uso de coleiras repelentes e a limpeza dos quintais também são medidas fundamentais” , orienta.
Além da leishmaniose, a campanha chama a atenção para a prevenção da raiva, por meio da vacinação. A prevenção da leptospirose também é feita por vacina, a múltipla viral dos cães. A doença é relacionada, principalmente, ao contato com água ou ambientes contaminados pela urina de animais infectados. Já a toxoplasmose pode ser evitada com medidas de higiene e cuidados no preparo dos alimentos.
Prevenção
Para reduzir a presença do mosquito-palha, a população deve manter quintais e terrenos limpos, retirar folhas, frutos, fezes e outros materiais orgânicos acumulados e utilizar produtos repelentes recomendados por médicos veterinários. Ao observar qualquer alteração no animal, o tutor deve buscar orientação profissional e não administrar medicamentos por conta própria.
A leishmaniose tem tratamento, que deve ser prescrito e acompanhado por um médico veterinário. O diagnóstico de uma zoonose não deve resultar em abandono ou maus-tratos. A prevenção, a guarda responsável e a busca por informações seguras são essenciais para o cuidado integrado com a saúde animal, humana e ambiental.


