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Projeto “Quilombo em Movimento” forma jovens em audiovisual e celebra o patrimônio cultural do Tocantins

Com patrocínio master da Shell, iniciativa inédita leva oficinas de cinema a cinco comunidades quilombolas do estado, capacitando 150 jovens na produção de curtas-metragens sobre identidade, memória e cultura.

A Associação de Arte Ninho Cultural lança o projeto “Quilombo em Movimento: oficinas de audiovisual para jovens quilombolas do Tocantins com foco na Educação Patrimonial”. Uma iniciativa que une formação técnica em cinema, valorização das tradições afro-brasileiras e protagonismo juvenil. Com patrocínio master da Shell via Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91), o projeto percorrerá cinco comunidades quilombolas do Tocantins ao longo do segundo semestre de 2026, realizando 30 horas de curso gratuito e apoiando a produção de 15 curtas-metragens.

“Pegando carona na nossa campanha de marca, a Shell reconhece o poder das parcerias. Acreditamos que o trabalho em conjunto é o ponto de partida para um bom resultado. Por isso, atuamos ao lado de dezenas de projetos culturais que ampliam o acesso, fortalecem a cidadania e impulsionam a diversidade no Brasil. Por meio do nosso apoio ao projeto “Quilombo em Movimento”, contribuímos para expandir oportunidades de formação cultural para jovens, incentivando o desenvolvimento de novos talentos e construindo um verdadeiro legado para a sociedade brasileira”, comenta Glauco Paiva, diretor de Comunicação e Marca da Shell Brasil.

Uma câmera na mão e muitas histórias para contar. Utilizando celulares e equipamentos acessíveis como ferramentas de gravação, os participantes irão vivenciar a história do cinema, experimentando a captação de imagem e áudio, uso de luz, roteirização e edição de vídeo, tudo isso a partir das memórias e tradições de seus próprios territórios. “A câmera na mão de um jovem quilombola não é apenas um instrumento técnico, é um ato de resistência e afirmação cultural”, afirma Osmar Siqueira, produtor executivo e presidente da Ninho Cultural.

Cinco comunidades, quinze olhares sobre o patrimônio

O projeto percorrerá cinco territórios quilombolas do Tocantins, cada um escolhido por sua relação singular com a memória e a identidade afro-brasileira no estado, e cada um capaz de iluminar, à sua maneira, os três eixos de Educação Patrimonial definidos pelo IPHAN: identificação e proteção do patrimônio, promoção da diversidade cultural e sensibilização para sua preservação.

No coração de Santa Tereza do Tocantins, o Quilombo Barra do Aroeira preserva uma história de bravura iniciada em 1871 por Félix Rodrigues, herói da Guerra do Paraguai que conquistou o território. Berço de resistência, a comunidade salvaguarda saberes seculares através da Dança do Lenço e do artesanato em barro e madeira, mantendo viva uma ancestralidade que une passado e futuro. No Quilombo Urbano de Chapada da Natividade, reconhecido oficialmente desde 2006, a dança da suça e o conjunto arquitetônico das igrejas de Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora de Santana, mostram como a promoção e a diversidade cultural ganham força em contextos urbanos, ressignificando a resistência quilombola fora do campo.

A comunidade quilombola de Cocalinho, em Santa Fé do Araguaia, foi formada por processos migratórios nas décadas de 1950 e 1960. O lindô e o pagode revelam como comunidades de formação mais recente também constroem identidade e patrimônio cultural, em um processo contínuo de valorização e preservação fortalecido por sua associação comunitária. Os quilombos Redenção, Jacuba e Brejão Santa Maria, localizado nas proximidades de Natividade, cidade de origem setecentista e palco da tradicional Romaria do Senhor do Bonfim, concentram um patrimônio histórico e religioso de grande relevância, reforçando os processos de identificação e reconhecimento. Em Monte do Carmo, os quilombos Mata Grande, Taboca e Boqueirão do Areinha preservam as Folias do Divino Espírito Santo assim como outros rituais de matriz afro-brasileira, evidenciando a educação patrimonial como prática viva de transmissão de saberes e fortalecimento comunitário.

Em cada comunidade, uma semana intensiva de curso será seguida por três semanas de edição com suporte remoto dos professores, resultando em três curtas-metragens por quilombo. Sempre com roteiros construídos coletivamente pelos próprios jovens, com orientação pedagógica da equipe da Associação Ninho Cultural.

Ao final do processo, o projeto promoverá a Mostra Quilombola de Cinema, com exibições públicas e gratuitas, além de debates e roda de conversa em cada uma das cinco comunidades. Um curta-metragem por quilombo será selecionado para compor a programação, que incluirá interpretação em Libras e sessões de debate sobre memória e preservação cultural. Todos os 15 filmes produzidos serão disponibilizados gratuitamente no YouTube, com legendas e acessibilidade plena.

Como participar

As inscrições são gratuitas e abertas a jovens de 15 a 29 anos residentes nas comunidades participantes. Podem ser feitas entre até 27 de julho com os produtores locais de cada cidade, assim como pela internet, por meio do perfil da Ninho Cultural no Instagram @ninhoculturalbr (https://www.instagram.com/ninhocultural.br/).

As vagas são limitadas e, para dúvidas e mais informações os canais de contato são ninhocultural.br@gmail.com ou pelo telefone (63) 99999-0011. Confira abaixo a data de realização das oficinas em cada localidade:

Quilombo Barra de Aroeira: 28 de julho a 01 de agosto

Quilombo Cocalinho: 11 a 15 de agosto

Monte do Carmo (Quilombos Mata Grande e Taboca e Boqueirão): 17 a 21 de agosto

Quilombo Chapada de Natividade: 24 a 28 de agosto

Natividade (Quilombos Jacuba e Redenção e Brejão): 24 a 28 de agosto

Sobre a Associação Ninho Cultural

A Associação de Arte Ninho Cultural é uma entidade tocantinense dedicada à pesquisa, registro e difusão de culturas afro-brasileiras, indígenas e quilombolas. Atua na escrita e desenvolvimento de projetos culturais em parceria com grupos e comunidades tradicionais do Tocantins.

Sobre a Shell

Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

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