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Semus inicia transição gradual da insulina NPH para glargina em Palmas

Mudança será feita de forma gradual, com busca ativa, avaliação médica, orientação farmacêutica e acompanhamento individualizado dos pacientes

A Secretaria Municipal da Saúde de Palmas (Semus) iniciou a organização do fluxo para a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina na rede municipal. A mudança faz parte da estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar o acesso à insulina de ação prolongada e será realizada de forma planejada, com avaliação clínica, prescrição médica e acompanhamento dos pacientes.

Conforme os critérios do Ministério da Saúde, o público-alvo da transição é formado por pessoas de dois a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A oferta ocorre após avaliação clínica e indicação médica.

Para garantir que a mudança ocorra de forma segura e gradual, a Semus estruturou um fluxo que envolve as equipes das Unidades de Saúde da Família (USFs), profissionais médicos, farmacêuticos, nutricionistas, enfermeiros e os próprios pacientes. Inicialmente serão atendidos 60 pacientes, e conforme o Ministério da Saúde for enviando novos kits (com insulina, caneta reutilizável e agulhas), esse número será ampliado.

Capacitação das equipes
A primeira etapa é a capacitação dos profissionais que participarão do processo. As equipes deverão realizar o curso on-line disponibilizado pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) até 30 de agosto. Na próxima terça-feira, 1º de setembro, será realizado um encontro presencial para apresentação do fluxo municipal e alinhamento das orientações para a transição.

Busca ativa e avaliação dos pacientes
Após a capacitação, as equipes das USFs realizarão a busca ativa dos pacientes elegíveis, a partir da planilha de triagem encaminhada às unidades. Os pacientes serão convidados para avaliação e consulta médica.

Na consulta, o médico fará a avaliação clínica e verificará a indicação da mudança de tratamento. Quando a substituição for indicada, será emitida uma nova prescrição da insulina glargina, seguindo os critérios e cálculos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

O profissional também orientará o paciente sobre o novo tratamento, incluindo os sinais de hipoglicemia e os cuidados necessários, com registro das condutas no prontuário.

Retirada da nova insulina
Após a prescrição, o paciente deverá retirar a insulina glargina na farmácia indicada pela equipe de saúde, apresentando receita válida, cartão do SUS e caixa de isopor com gelo para o transporte adequado do medicamento.

Além da insulina, serão disponibilizados caneta reutilizável, agulhas e material para acompanhamento das glicemias.

No momento da retirada, o farmacêutico orientará o paciente sobre a utilização da caneta, a técnica correta de aplicação, o armazenamento e o descarte da insulina. Também serão esclarecidas dúvidas e reforçados os cuidados relacionados à identificação e prevenção da hipoglicemia.

Depois de iniciar o uso da glargina, o paciente deverá realizar as medições da glicemia capilar conforme orientação da equipe de saúde e registrar os resultados no material de acompanhamento. Essas informações serão avaliadas na consulta de retorno, quando o médico verificará a resposta ao tratamento, a adesão, a técnica de aplicação e possíveis intercorrências.

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