A vice-presidente do TJTO e presidente da Comissão Auxiliar do eproc, desembargadora Jacqueline Adorno, encerrou oficialmente o encontro
Após três dias de debates, troca de experiências e compartilhamento de boas práticas, o IV Encontro Interinstitucional do eproc chegou ao fim nesta quarta-feira, 8, no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), com uma reflexão sobre os próximos passos da maior comunidade de desenvolvimento colaborativo de sistema processual eletrônico do país.
O painel de encerramento, com o tema Visões de Futuro da Comunidade eproc, reuniu representantes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e do TJTO para discutir os desafios, as oportunidades e as perspectivas que devem orientar a evolução da plataforma nos próximos anos.
Na oportunidade, o analista judiciário e chefe da Divisão de Sistemas de Informação do TJTO, Angelo Stacciarini Seraphin, promoveu uma reflexão sobre a trajetória construída pela comunidade eproc desde a implantação do sistema no Tocantins, há 15 anos, e destacou a importância da colaboração entre os tribunais para o crescimento da plataforma.
Ao relembrar o início da parceria entre o TJTO e o TRF4, Seraphin ressaltou o papel pioneiro do Judiciário tocantinense na consolidação do sistema em âmbito nacional e observou que a transformação promovida pelo eproc ultrapassa a adoção de uma ferramenta tecnológica, ao impulsionar mudanças na cultura organizacional e na forma de atuação do Poder Judiciário.
Como parte da apresentação, os participantes responderam a uma consulta interativa sobre sentimentos e expectativas para o futuro do eproc. As palavras mais citadas formaram uma nuvem que reuniu conceitos como colaboração, esperança, inovação, evolução, integração, convergência e união, apontados como pilares para o fortalecimento da comunidade.
União como principal força
Durante o encerramento, o coordenador nacional do eproc, juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli, do TRF4, destacou a dimensão alcançada pela plataforma e a força da governança colaborativa que sustenta o sistema.
“O eproc é hoje o maior sistema de processo eletrônico autônomo do país. Nenhuma outra comunidade reúne tantas pessoas trabalhando de forma integrada para desenvolver e aperfeiçoar uma mesma solução. Nossa união é a nossa maior força”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a importância de manter o engajamento institucional para garantir a continuidade da evolução da plataforma.
O diretor de Sistemas do TRF4 e gestor técnico nacional do eproc, Marlon Silvestre, destacou que o futuro da plataforma começa a ser construído a partir das discussões realizadas durante o encontro. Segundo ele, a continuidade do trabalho colaborativo entre os tribunais será fundamental para que o sistema siga evoluindo e atendendo às demandas do Poder Judiciário.
Balanço positivo
A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins e presidente da Comissão Auxiliar do eproc no TJTO, desembargadora Jacqueline Adorno, encerrou oficialmente o encontro com uma mensagem de agradecimento aos participantes e às instituições parceiras.
“Foi uma honra e um privilégio recebê-los aqui. Tivemos três dias de intensa troca de experiências, compartilhamento de cases de sucesso e construção de projetos para o futuro. Acredito na esperança e na união que já existem dentro da comunidade eproc e que podem se fortalecer ainda mais com a chegada de novos tribunais à nossa família”, destacou.
A desembargadora também relembrou a trajetória do eproc no Tocantins e enfatizou o impacto da transformação promovida pela ferramenta na prestação jurisdicional. “O eproc não representou apenas a implantação de um sistema. Ele mudou a forma de fazer Justiça. Exigiu novas estruturas, novos modelos de gestão e uma nova cultura organizacional”, concluiu.

