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Sindesto cobra regularização de pagamentos do Servir e do SUS a hospitais no Tocantins

Atrasos voltam a preocupar prestadores, que relatam dificuldades para manter equipes, insumos e serviços em funcionamento

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto) manifesta preocupação com a recorrência dos atrasos nos pagamentos devidos às unidades hospitalares pelos serviços prestados ao Plano de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado do Tocantins (Servir) e ao Sistema Único de Saúde (SUS). O assunto foi discutido em reunião extraordinária com os associados, realizada na última quarta-feira, 1º de julho, quando os prestadores relataram que seguem sem receber valores referentes ao mês de março, o que compromete novamente a sustentabilidade financeira das instituições.

A situação se repete poucos meses após a crise registrada no fim do ano passado, quando sucessivos atrasos colocaram em risco a continuidade dos atendimentos. Na ocasião, após tratativas entre o sindicato e o Governo do Estado, foi definido um cronograma de regularização dos pagamentos, evitando a suspensão dos serviços. Agora, os hospitais voltam a enfrentar dificuldades semelhantes, sem previsão concreta de quitação dos débitos.

Segundo informações repassadas pela administração estadual, apesar de as notas terem sido solicitadas e emitidas, não há, neste momento, disponibilidade financeira para o pagamento dos valores em atraso. A indefinição afeta diretamente as unidades, que dependem desses recursos para manter equipes, comprar medicamentos e insumos e garantir o funcionamento dos serviços prestados aos beneficiários do Servir.

O problema também atinge os atendimentos realizados pelo SUS. Há hospitais que aguardam pagamentos de serviços prestados desde 2021, além de valores mais recentes. Embora a Secretaria de Estado da Saúde tenha iniciado um cronograma para quitação dos débitos, o calendário não teve continuidade, fazendo com que pendências antigas se somassem aos novos atrasos.Diante do cenário, o Sindesto encaminhou notificações formais à Secad, à Sesau e à Sefaz, solicitando uma reunião para tratar da regularização dos débitos.

Segundo o presidente do Sindesto, Thiago Antônio de Souza, a entidade busca uma solução por meio do diálogo, mas cobra previsibilidade. “O Sindesto não tem interesse em interromper qualquer atendimento. Nosso compromisso é com a população e com a continuidade da assistência. No entanto, os hospitais não conseguem sustentar indefinidamente serviços de alta complexidade sem receber pelos atendimentos já realizados. O que solicitamos é a abertura imediata do diálogo, a definição de um cronograma de pagamento e segurança para que os prestadores consigam manter equipes, insumos e serviços em funcionamento”, afirma.

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