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Debate da Globo: Professora Dorinha assume proteção às mulheres e cobra Vicentinho sobre os R$ 20 milhões enviados para fora do Tocantins

Candidata defendeu acolhimento às vítimas de violência e questionou emendas destinadas à Bahia e ao Ceará durante a pandemia

A Professora Dorinha (União Brasil) defendeu ampliar a proteção às mulheres e cobrou Vicentinho Júnior (PSDB) explicações sobre os R$ 20 milhões em emendas enviados para fora do Tocantins durante a pandemia de Covid-19. No debate da Rede Anhanguera/Globo entre os candidatos ao Governo do Estado, nesta sexta-feira, 23, Dorinha questionou as prioridades do adversário na saúde e apresentou medidas para ajudar mulheres a romper o ciclo de violência. “O maior desafio nosso é tirar a Lei Maria da Penha do papel”, afirmou.

Dorinha propôs ampliar as delegacias especializadas, capacitar profissionais, fortalecer a Patrulha Maria da Penha e descentralizar o IML. Defendeu também ampliar o acolhimento em Araguaína e Gurupi, criar a Casa da Mulher Tocantinense e oferecer emprego e aluguel social às vítimas. “É preciso criar, em muitas situações, um aluguel social para que ela não volte para casa em que ela vai ter que conviver com esse agressor”, disse.

Ao se solidarizar com a jornalista Jocyelma Santana, Dorinha lembrou que a violência também é psicológica e simbólica e criticou o tratamento recebido do adversário. “Eu, como mulher, me sinto desrespeitada por muitas vezes nesse tratamento que recebo do candidato”, declarou.

Recursos enviados para fora do Tocantins

Na saúde, Dorinha questionou a destinação dos R$ 20 milhões à Bahia e ao Ceará enquanto o Tocantins enfrentava a pandemia e cobrou investimentos de Vicentinho no Hospital Geral de Palmas. Em contraponto, afirmou ter encaminhado mais de R$ 500 milhões à saúde tocantinense ao longo dos seus mandatos, inclusive para o HGP. “Meus recursos ficam aqui, são empregados na saúde, na educação, na segurança pública”, declarou.

A candidata defendeu uma reorganização do atendimento, com descentralização dos serviços, fortalecimento dos hospitais públicos e apoio dos municípios, consórcios e instituições filantrópicas. Para enfrentar a espera por procedimentos, assumiu a meta de realizar pelo menos 20 mil cirurgias anuais, utilizando também a rede privada como suporte quando necessário. “Quando eu me comprometo com a realização de pelo menos 20 mil cirurgias por ano, para que a gente possa zerar a fila, é um compromisso da professora Dorinha”, afirmou.

Professora Dorinha também apresentou propostas para ampliar a hemodiálise em diferentes regiões, iniciar transplantes de rim e fígado e concluir os hospitais de Araguaína, Gurupi e a maternidade de Palmas. Defendeu ainda investimentos nos serviços de Miracema, Porto Nacional, Paraíso e na região sudeste, aproximando consultas e tratamentos de quem hoje precisa viajar. “Eu não entendo que a saúde pública do Estado esteja resolvida”, disse. “A saúde não pode esperar.”

Segurança Pública

Para a segurança pública, Dorinha anunciou concursos regulares, convocação de profissionais em formação e do cadastro de reserva, além de melhores condições de trabalho para as forças policiais. Defendeu a independência da Polícia Científica e a redução de oito para quatro anos do tempo de progressão dos soldados. “Queremos garantir que os policiais vão se sentir protegidos, com condição de trabalho, porque eles precisam garantir ao cidadão e à cidadã tocantinense essa segurança”, afirmou.

Mais atenção à alfabetização

Na educação, propôs apoiar os municípios na construção de creches, fortalecer a alfabetização, ampliar a formação profissional no ensino médio e criar oportunidades de estágio remunerado e primeiro emprego. Também defendeu concursos regulares, seleção específica para professores indígenas e valorização salarial do magistério. “Quero uma carreira atrativa”, declarou. “Uma professora que vai ser governadora tem essa responsabilidade.”

Inovação e gestão pública

Na inovação, Dorinha defendeu o uso da tecnologia para facilitar o acesso aos serviços públicos, ampliar o atendimento de saúde e melhorar a aprendizagem. Propôs integrar a FAPT, escolas, universidades e institutos federais, aproximando a pesquisa das necessidades da população. “Facilitar a vida do cidadão é obrigação nossa”, afirmou.

Na gestão pública, a candidata defendeu planejamento, transparência e participação dos órgãos de controle, além de equipes escolhidas pela qualificação técnica. Também se comprometeu a aprimorar o Servir e valorizar os servidores. Ao afirmar que não prometeu nem loteou secretarias, declarou: “As pessoas mais preparadas, homens e mulheres, estarão nessa gestão.”

Desenvolvimento econômico e fim do FET

No desenvolvimento econômico, Dorinha defendeu a redução de impostos e regras claras para atrair empresas, gerar empregos e manter o Tocantins competitivo diante da reforma tributária. Propôs a criação de um Banco de Desenvolvimento Econômico para financiar empreendedores, cooperativas e associações e apontou a qualificação profissional e a regularização fundiária como condições para ampliar as oportunidades de quem trabalha e produz. Para o setor produtivo, assumiu um compromisso com o fim do Fundo Estadual de Transporte (FET). “A partir de janeiro nós vamos extinguir o FET. Esse é um compromisso da Professora Dorinha.”

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