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Dança do Pote chega à Chapada dos Veadeiros e leva cerâmica, movimento e ancestralidade tocantinense ao Encontro de Culturas

Depois de temporada em Palmas com exposição, Talk com o Artista e oficinas de modelagem em argila, projeto do Ponto de Cultura Pote de Ouro Arts segue para Alto Paraíso de Goiás, de 11 a 15 de outubro, com exposição, intervenção artística, conversa com o público e atividades para crianças 

Depois de transformar o barro em movimento, memória e encontro em Palmas, o projeto “Dança do Pote” prepara-se para uma nova etapa de sua circulação. Entre os dias 11 e 15 de outubro, a iniciativa do Ponto de Cultura Pote de Ouro Arts chega à Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás, como parte da programação do Encontro de Culturas da Chapada.

A participação marca a primeira circulação do projeto fora do Tocantins e leva ao público da Chapada uma programação que reúne exposição das obras do ceramista e artista visual Wanderley Batista, intervenção artística, Talk com o Artista e duas oficinas de modelagem manual em argila voltadas para crianças.

Mais do que apresentar uma coleção de peças, “Dança do Pote” propõe uma experiência em torno da cerâmica, da dança, da música e da ancestralidade. O trabalho parte da relação entre os movimentos do corpo, especialmente aqueles presentes na Suça, e os gestos realizados pelas mãos do ceramista ao transformar a argila.

Na Chapada dos Veadeiros, essa investigação ganha um novo território de encontro, dialogando com um evento marcado pela presença de manifestações tradicionais, artistas, mestres, comunidades e diferentes formas de transmissão de conhecimentos. Para Wanderley Batista, chegar ao Encontro de Culturas representa a possibilidade de compartilhar referências profundamente ligadas ao Tocantins e, ao mesmo tempo, colocar o trabalho em diálogo com outros territórios. “A Dança do Pote nasceu do olhar para os movimentos que fazem parte da nossa cultura, para a Suça, para a relação com a terra e para os gestos que se repetem tanto na dança quanto no trabalho com o barro. Chegar à Chapada dos Veadeiros é muito especial porque estaremos em um espaço de encontro entre muitos saberes e muitas tradiçõe”, destaca Wanderley. 

Exposição ganha movimento na Chapada

Durante os cinco dias de participação no Encontro, a exposição “Dança do Pote” apresentará as obras criadas por Wanderley Batista a partir dessa pesquisa entre cerâmica e movimento. Na nova etapa da circulação, a mostra será acompanhada por uma intervenção artística, ampliando a relação entre as peças e as linguagens que inspiraram sua criação.

A programação contará ainda com mais uma edição do Talk com o Artista, momento em que Wanderley Batista compartilhará com o público o processo de criação da exposição e as referências culturais presentes no trabalho. “O Talk permite contar aquilo que a peça sozinha nem sempre consegue revelar de imediato. Quando podemos conversar sobre isso com o público, a obra também se transforma, porque cada pessoa estabelece uma relação diferente com aquilo que está vendo”, explica Wanderley. 

Crianças também colocam a mão no barro

Além da exposição e da conversa com o artista, “Dança do Pote” promoverá na Chapada dos Veadeiros duas oficinas de modelagem manual em argila destinadas às crianças. As atividades propõem um primeiro contato com a cerâmica por meio da experimentação, estimulando criatividade, percepção tátil, expressão e liberdade de criação.

De acordo com a produtora cultural do projeto, Daniella Aires, a participação no Encontro de Culturas reúne algumas das principais dimensões que orientaram o projeto desde sua concepção: criação, circulação, formação e intercâmbio. “A Dança do Pote nunca foi pensada apenas como uma exposição. Desde o início, queríamos criar uma experiência na qual o público pudesse contemplar as obras, conhecer o artista e suas referências, participar de conversas e também experimentar o barro. Na Chapada teremos todos esses elementos reunidos e ainda a possibilidade de dialogar com pessoas, artistas e manifestações culturais de muitos outros lugares”, afirma Daniella.

Segundo ela, a circulação para Goiás também representa um passo importante para ampliar a visibilidade da produção artística tocantinense. “Levar a Dança do Pote para o Encontro de Culturas é levar um pouco do Tocantins conosco. Estamos apresentando um trabalho que fala da nossa terra, das nossas referências e de manifestações que fazem parte da construção cultural do Estado. Ao mesmo tempo, vamos para um lugar de escuta e troca. Circulação cultural também é isso: compartilhar aquilo que produzimos e voltar transformados pelos encontros que acontecem no caminho”, acrescenta. 

Um percurso iniciado em Palmas

A chegada à Chapada dos Veadeiros acontece depois de uma série de ações realizadas pelo projeto em Palmas. A primeira etapa teve início em 28 de agosto, quando “Dança do Pote” abriu sua exposição na CASACOR Tocantins. Durante a temporada, visitantes puderam conhecer peças nas quais os movimentos da Suça aparecem reinterpretados por meio da argila, criando uma espécie de coreografia cerâmica. No dia 8 de setembro, o projeto realizou, também o Talk com o Artista, com Wanderley Batista. O encontro aprofundou questões relacionadas ao processo criativo, às técnicas empregadas e às inspirações que deram origem às obras. Poucos dias depois, em 12 de setembro, foi a vez de o público experimentar diretamente uma das matérias centrais do projeto. “Dança do Pote” realizou duas oficinas de Modelagem Manual em Argila, também na CASACOR Tocantins. Uma turma foi especialmente destinada a crianças de 5 a 12 anos, enquanto a segunda reuniu adolescentes e adultos. 

Sobre o projeto

“Dança do Pote” é uma realização do Ponto de Cultura Pote de Ouro Arts, com criação artística e obras do ceramista Wanderley Batista e produção cultural de

Daniella Aires. Além da exposição, o projeto foi concebido para promover ações de formação e intercâmbio, reunindo intervenções artísticas, Talks com o Artista e oficinas de modelagem em argila. O projeto foi aprovado no Promic 2025 – Programa Municipal de Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Palmas, com recursos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura. Após Palmas e a etapa na Chapada dos Veadeiros, a proposta de circulação também contempla Natividade, no Tocantins.

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