Depois de percorrer os 139 municípios, construir mais de 200 propostas e reunir milhares de pessoas em todas as regiões, Vicentinho encerra uma campanha marcada pela ampliação de apoios e pelo sentimento de mudança
Antes dos palanques, das pesquisas e dos debates, teve estrada. A caminhada de Vicentinho Júnior ao Governo do Tocantins começou ainda na pré-campanha, percorrendo os 139 municípios para ouvir moradores, trabalhadores, produtores, empresários, servidores públicos, jovens, prefeitos, vereadores e lideranças das mais diferentes regiões. A pergunta levada a cada encontro era simples: o que precisa mudar para o Tocantins avançar?
As respostas foram sendo transformadas em propostas. Quando a campanha oficialmente começou, Vicentinho já carregava um Plano de Governo construído a partir dessa escuta, com mais de 200 propostas e compromissos para áreas como saúde, segurança pública, educação, infraestrutura, agricultura, desenvolvimento econômico, tecnologia, servidores públicos e gestão.
Mais do que apresentar um documento, a campanha passou a detalhar compromissos concretos. Entre eles, a descentralização da saúde, novos hospitais regionais, telemedicina, fortalecimento da segurança pública, convocação de policiais e realização de concursos, valorização dos servidores, investimentos em rodovias, apoio ao produtor rural, redução de impostos sobre energia e combustível e ampliação das oportunidades para os jovens.
Uma aliança que ganhou as ruas
A construção política também começou cedo. Em maio, em Porto Nacional, Vicentinho apareceu ao lado de Amélio Cayres e Alexandre Guimarães em um movimento que mais tarde se consolidaria na chapa formada por PSDB e MDB. Amélio como candidato a vice-governador e Alexandre na disputa pelo Senado passaram a dividir a estrada e a construção do projeto.
No dia 5 de agosto, milhares de pessoas participaram da convenção no estacionamento do Ginásio Ayrton Senna, em Taquaralto, que oficializou a candidatura. Foi ali que um imprevisto acabou se tornando uma das imagens simbólicas da campanha. Durante o discurso de Vicentinho, uma interrupção de energia apagou luzes e som. A reunião não terminou. Com um paredão de som, celulares acesos e o público permanecendo no local, Vicentinho continuou seu discurso.
Era o começo de uma campanha que ainda enfrentaria muitos outros obstáculos, mas que seguiria nas ruas.

Fé no meio da caminhada
Antes de mergulhar definitivamente na disputa eleitoral, Vicentinho manteve uma tradição pessoal. Durante cinco dias, percorreu cerca de 180 quilômetros entre Porto Nacional e o Santuário do Senhor do Bonfim, em Natividade.
Foi um intervalo diferente dentro da campanha. Sem palanque, foi tempo de oração, reflexão e renovação da fé. A caminhada faz parte de uma tradição mantida por Vicentinho há anos e, a cada quatro anos, o percurso é ampliado, com a saída de Porto Nacional.
No dia 16 de agosto, Vicentinho voltou às ruas. E, a partir dali a campanha acelerou.
Propostas no lugar dos ataques
Vieram debates, sabatinas, entrevistas, reuniões setoriais, caminhadas e grandes encontros populares. Vicentinho levou para esses espaços uma estratégia que repetiria durante a campanha: responder aos ataques apresentando propostas.
Na saúde, assumiu compromissos com a regionalização dos atendimentos, novos hospitais, ampliação de UTIs, hemodiálise e telemedicina. Para os servidores, apresentou compromissos com a valorização das carreiras, atualização dos planos de cargos e salários, cumprimento das progressões e medidas para melhorar as condições dos empréstimos consignados. Na segurança, defendeu reforço do efetivo, concursos, convocação de policiais e combate às facções.
Na infraestrutura, compromissos com rodovias e ligações importantes para diferentes regiões passaram a fazer parte dos discursos. Para produtores e famílias, apresentou a redução da carga tributária sobre energia e, na reta final, também defendeu a redução do imposto sobre os combustíveis.
Em uma das sabatinas, resumiu o compromisso com uma frase que passou a acompanhar suas propostas: “Anote e cobre”.
Uma campanha que foi crescendo com novos apoios
Enquanto Vicentinho continuava percorrendo o Tocantins, o grupo político também aumentava. Prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, lideranças comunitárias, representantes de categorias profissionais e nomes que inicialmente estavam em outros projetos políticos passaram a declarar apoio.
As adesões vieram de diferentes regiões e origens políticas. Na reta final, o movimento se intensificou, com novos apoios em municípios como Paraíso, Pium, Monte do Carmo, Colinas, Caseara, Araguacema, São Félix, Tocantinópolis e outras cidades.
A campanha também ganhou manifestações de segmentos organizados, servidores, pescadores, produtores, profissionais da saúde, universitários, lideranças religiosas e representantes de entidades.
Enquanto isso, Gil Borba ampliou a presença da campanha junto às mulheres por meio da Caravana das Mulheres e também passou a dialogar com outros segmentos da sociedade.
Milhares de pessoas e uma campanha espalhada pelo Tocantins

As últimas semanas mostraram uma campanha presente simultaneamente em diferentes regiões. Enquanto Vicentinho cumpria agendas em uma parte do Tocantins, Amélio Cayres, Alexandre Guimarães e outras lideranças percorriam outros municípios.
Grandes reuniões passaram a reunir milhares de pessoas. Porto Nacional, Dianópolis, Miracema, Araguatins, Gurupi, Araguaína, Palmas e municípios de diferentes regiões registraram mobilizações que deram à reta final um novo ambiente.
Em uma mesma etapa da campanha, mobilizações aconteceram simultaneamente em 11 municípios. Em outra, enquanto Vicentinho percorria o Jalapão e Palmas, Alexandre estava no Sul, Amélio no Bico do Papagaio e outras lideranças ocupavam o Sudeste.
Foi nesse período que Vicentinho passou a repetir uma das imagens que sintetizaram seu discurso na reta final: a máquina do governo sem o povo é apenas um monte de ferro.
Da pesquisa ao sentimento das ruas
Ao longo da campanha, diferentes pesquisas registraram cenários distintos da disputa eleitoral, conforme o instituto e o período de realização. Na reta final, levantamentos também registraram Vicentinho na liderança ou em situação de empate técnico.
Mas foi nas ruas que a campanha buscou construir sua principal demonstração de força.
De reuniões menores nas primeiras viagens aos grandes encontros das últimas semanas, a trajetória foi marcada pelo aumento da participação popular. Vieram caminhadas, cavalgadas, reuniões, encontros com categorias, visitas ao comércio, conversas nas casas e mobilizações que reuniram milhares de pessoas.
A reta final também trouxe um contraste que Vicentinho passou a explorar em seus discursos: de um lado, a força da estrutura política; do outro, aquilo que definiu como um sentimento de mudança vindo das pessoas.
Depois de percorrer os 139 municípios, atravessar milhares de quilômetros, participar de debates e sabatinas, ouvir diferentes setores e apresentar centenas de propostas, Vicentinho chega aos últimos dias de campanha voltando ao ponto onde tudo começou: o contato direto com o tocantinense.
“Fizemos uma campanha de propostas, de presença e de verdade. Obrigado a cada tocantinense que abriu a porta, caminhou conosco e acreditou nesse projeto. Agora, a decisão está nas mãos do povo. Se Deus e o povo permitirem, quero continuar essa caminhada ao lado de cada tocantinense e fazer um estado onde ninguém fique para trás”, comentou Vicentinho Júnior.
A campanha que começou perguntando aos tocantinenses o que precisava mudar chega à reta final entregando a eles a decisão.
No dia 4 de outubro, a última palavra será do povo.



