Diego Arantes Rezende, de 38 anos, e Ebert Rodrigues de Sousa, de 45, estavam a bordo da aeronave que caiu na região do Assentamento Mulher Cidadã
O piloto Diego Arantes Rezende, de 38 anos, e o empresário Ebert Rodrigues de Sousa, de 45, morreram após a queda de um avião na zona rural de Divinópolis do Tocantins, na tarde de quarta-feira (30). A aeronave caiu na região do Assentamento Mulher Cidadã.
Diego era o piloto da aeronave e também tinha atuação no setor de aviação. Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ele possuía 50% da propriedade do avião desde fevereiro de 2023. O restante estava registrado em nome da Prime Administração Ltda., empresa administrada por Ebert.
O piloto também aparece relacionado à empresa A.R. Fly Soluções em Transporte Aéreo e Serviços Ltda., com sede em Anápolis (GO), além de constar em documentos da Anac referentes à formação e à proficiência para atuação como piloto.
Ebert, de 45 anos, era empresário e estava como passageiro no voo. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, ele foi localizado no interior da fuselagem durante o trabalho de resgate.
Queda e resgate
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 13h10 após relatos sobre a queda de uma aeronave na zona rural de Divinópolis. As equipes chegaram à área indicada por volta das 14h40 e iniciaram as buscas.
Os destroços foram localizados às 17h36. A aeronave era um bimotor Neiva EMB-810D Seneca III, de prefixo PT-RSN.
De acordo com informações repassadas pelo CENIPA, o avião havia saído de Gurupi (TO) com destino à Fazenda Serra Grande, no Pará.
Durante a averiguação, os bombeiros encontraram Diego, que já apresentava sinais de óbito. Na sequência, Ebert foi localizado dentro da fuselagem.
Por causa das condições da aeronave e da dificuldade de acesso, foi necessário realizar cortes em diferentes pontos da fuselagem para retirar as vítimas. O trabalho de desencarceramento terminou por volta das 22h30.
Os corpos foram encaminhados aos cuidados do Instituto Médico-Legal (IML), para os procedimentos necessários.
Investigação
A Força Aérea Brasileira informou que investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI), ligado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram acionados para realizar a ação inicial no local.
Nesta etapa, são coletadas informações, preservados elementos que possam auxiliar na investigação e verificados os danos provocados na aeronave. O objetivo é reunir dados que contribuam para esclarecer as circunstâncias do acidente.
Segundo o cadastro da Anac, o PT-RSN estava em situação normal para operação privada e possuía Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até 4 de novembro de 2026. A aeronave também estava autorizada para voos por instrumentos (IFR) e operações noturnas.


