Em entrevista ao Balanço Geral, candidata apresentou plano para zerar déficit de segurança no interior com turnos extras e anunciou expansão da Casa da Mulher Brasileira; assista
Para suprir de forma imediata a ausência de policiamento em mais de 70 municípios do Tocantins, a candidata a governadora Professora Dorinha (União Brasil) garantiu que sua gestão irá colocar mais militares nas ruas por meio do pagamento de horas extras aos policiais de folga. A estratégia para aumentar o efetivo imediato, atrelada a um pacote rígido de proteção às mulheres vítimas de violência, foi um dos destaques de entrevista conduzida pelo comunicador Marcão Poggio nesta quinta-feira, 17 de setembro, no programa Balanço Geral, da TV Jovem/Record Tocantins.
Segundo a candidata, a ampliação da presença policial será bancada com recursos já acumulados pelo Estado no Fundo Nacional de Segurança Pública. “O dinheiro tem. O dinheiro tem porque existe, no âmbito da segurança pública, o próprio Fundo Nacional de Segurança e o Tocantins tem, inclusive, dinheiro acumulado nesse fundo”, explicou Professora Dorinha.
O mecanismo, batizado pela candidata de “Batalhão Virtual”, funcionará como um sistema prático para absorver e remunerar os turnos extras dos policiais militares que estejam em seus dias de descanso, mas queiram prestar serviço. Dorinha argumentou que a longa ausência de concursos públicos provocou um grande déficit de profissionais. “Hoje nós temos mais de 70 municípios que não têm a presença da polícia”, pontuou. Enquanto os novos concursados da Polícia Militar e Civil não assumem integralmente seus postos, essa medida emergencial ajudará a resgatar a sensação de segurança imediata nas cidades e na zona rural.
No enfrentamento direto ao feminicídio — que hoje coloca o Tocantins no incômodo quarto lugar no ranking nacional —, a candidata prometeu um monitoramento muito mais rigoroso contra os agressores. “Muitas leis já foram editadas no Brasil e elas precisam sair do papel”, enfatizou. O projeto prevê a ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas interligadas a um botão do pânico: “Uma mulher que se sentir em risco, ela vai acionar sim o botão do pânico, a Patrulha Maria da Penha, para que a intervenção aconteça”, explicou. Além disso, ela se comprometeu a interiorizar o acolhimento, levando estruturas da Casa da Mulher Brasileira para Araguaína e Gurupi e ampliando o número de delegacias especializadas.
Independência financeira
A proposta de proteção física foi atrelada a uma solução de independência financeira para as vítimas. Dorinha destacou que muitas mulheres agredidas retornam ao ambiente doméstico violento por falta de moradia ou fonte de renda para sustentar os filhos. “Às vezes a mulher não pode voltar para a casa do agressor. Ela hoje é espancada, ela vai, faz uma denúncia ou nem faz, ela volta pra lá porque ela não tem para onde ir”, relatou. Para romper esse ciclo de dependência, a candidata propõe uma parceria com a rede privada, oferecendo benefícios ou estímulos governamentais para empresas que reservem uma parcela de suas vagas de emprego especificamente para mulheres que sofreram violência. “É possível você garantir emprego para as mulheres vítimas de violência, inclusive com parceria com a rede privada”, completou.
Outros compromissos
Além do foco na segurança, a sabatina da TV Jovem/Record Tocantins abordou outros gargalos estruturais do estado. Na saúde, Dorinha firmou o compromisso de colocar o novo Hospital de Araguaína para funcionar nos seus 100 primeiros dias de gestão, descentralizando a superlotação do HGP (Hospital Geral de Palmas). Na economia, assegurou trabalhar para reduzir impostos para evitar que empresas migrem para estados vizinhos, como Goiás, defendendo a agregação de valor às matérias-primas locais. Já na infraestrutura, garantiu que nenhuma cidade tocantinense ficará sem ligação asfáltica e se comprometeu em com a duplicação das três principais rodovias de acesso a Palmas.
Assista a entrevista na íntegra aqui: https://www.youtube.com/watch?v=yFeBX5jxsVo&t=316s.


