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Justiça Eleitoral do Tocantins lança vídeos de cidadania produzidos em línguas indígenas

Lançamento ocorreu durante sessão plenária da Corte Eleitoral desta quarta-feira, 16

A sessão plenária da Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) desta quarta-feira, 16, sob condução do presidente, desembargador Adolfo Amaro Mendes, teve um momento especial com o lançamento de vídeos institucionais do Programa Permanente de Inclusão Sociopolítica dos Povos Indígenas.

Os vídeos levam informações sobre cidadania, participação política e democracia para as comunidades, respeitando a cultura e a forma de comunicação de cada povo. A apresentação foi feita pelo juiz da 13ª Zona Eleitoral e coordenador do programa, Wellington Magalhães, que também exibiu um dos vídeos produzidos durante a jornada.

Produção feita nas comunidades

Para produzir os vídeos, a equipe percorreu diferentes regiões do Tocantins e esteve em aldeias dos povos Xerente, Krahô, Apinajé e Karajá. Foram dias de viagens por estradas de chão, travessias de rios e encontros com pessoas que ajudaram a construir as mensagens.

O material foi produzido pela Assessoria de Comunicação Social, Corporativa e Cerimonial (Ascom) e pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE), com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio da Diretoria de Educação dos Povos Originários, e da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot). 

Durante a apresentação, o juíz Wellington contou que a experiência de estar nas comunidades reforçou a importância de levar a informação eleitoral sem deixar de lado a identidade de cada povo.

“A democracia não pode falar apenas uma língua. Se pretende ser verdadeiramente de todos, precisa chegar às pessoas sem exigir que deixem de ser quem são”, afirmou.

Vozes dos povos indígenas

As gravações tiveram a participação de representantes de diferentes comunidades, que contribuíram diretamente para a construção dos conteúdos. As mensagens foram registradas nas línguas maternas dos povos, valorizando a forma própria de comunicação de cada comunidade.

“Durante muito tempo, imaginamos que incluir era levar nossa voz aos povos indígenas. Hoje compreendemos que é exatamente o contrário: incluir é criar as condições para que eles falem com a própria voz, na própria língua e para que nós, finalmente, aprendamos a escutar”, disse.

Parcerias

O coordenador do programa agradeceu às instituições parceiras, às servidoras e servidores que participaram da produção dos materiais e acompanharam as equipes durante as viagens pelas comunidades.

O programa teve início em 2014 e, desde então, desenvolve ações voltadas à inclusão sociopolítica dos povos indígenas. A produção dos novos vídeos faz parte desse trabalho e busca aproximar a Justiça Eleitoral das comunidades, levando informação de forma acessível e respeitando suas identidades culturais.

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