Camilo Santana, Edinho Silva e Guilherme Boulos entregaram petição ao TSE nesta quinta-feira, 22. Coordenação questiona exclusão da Alcazar Holdings das condições apresentadas por Flávio Bolsonaro
A coordenação da campanha do presidente Lula foi ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 22, para protocolar uma petição que autoriza a abertura total e simultânea dos sigilos dos dois candidatos à Presidência, com divulgação dos dados em plataforma de acesso público.
O documento formaliza a concordância da campanha com as condições apresentadas por Flávio Bolsonaro e cobra agilidade do Judiciário para que as informações sejam conhecidas antes do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro.
A iniciativa foi apresentada por Camilo Santana e Edinho Silva, que atuam na coordenação da campanha, e Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, que defenderam a transparência dos candidatos e questionaram a exclusão da Alcazar Holdings das condições propostas pelo senador. Segundo a coordenação, a empresa está relacionada a Willer Tomaz, advogado que é investigado pela Polícia Federal em caso envolvendo suspeitas de desvios de recursos de aposentados.
“Quem propôs o desafio de abrir o sigilo bancário foi o presidente Lula. O Flávio Bolsonaro demorou quatro dias para dizer que aceitava. Só que ele disse que aceitava, não colocou prazo e ainda colocou condicionantes”, afirmou Boulos. O ministro acrescentou que a campanha entregou o documento para formalizar a aceitação dos termos e cobrou que o Poder Judiciário viabilize a divulgação das informações a tempo da votação.
Santana ressaltou que Lula autorizou a abertura dos sigilos e defendeu que o procedimento seja realizado ainda nesta quinta. “É preciso que o sigilo e todas as autorizações sejam feitas hoje para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão e quem não é ladrão nesse país”, declarou.
Exclusão de empresa
Edinho Silva afirmou que a petição formaliza a disposição de Lula de tornar públicas as informações financeiras e apontou a Alcazar Holdings como o principal ponto de divergência entre as condições apresentadas pelos candidatos. “Essa petição é de autoria do presidente Lula, onde eles assinaram, discordaram em relação a essa empresa, que é uma empresa ligada ao Willer Tomaz, que está colocada sob suspeita não por nós, mas pelas autoridades que fiscalizam a movimentação financeira no Brasil”, disse Edinho.
O dirigente defendeu que as informações sejam divulgadas para permitir que os eleitores conheçam as relações financeiras dos candidatos antes de escolherem em quem votar. “Agora cabe agilidade ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para que o povo brasileiro saiba quem é quem”, concluiu.



