Texto garante dois dias de descanso por semana, sem redução de salário
Uma vitória histórica dos trabalhadores do Brasil e que sempre foi defendida pelo presidente Lula: o fim da escala 6×1 foi aprovado pelo Senado na noite desta quarta-feira, 14, de forma praticamente unânime. A proposta garante dois dias de descanso e jornada máxima de 40 horas por semana, sem redução de salário.
O presidente Lula comemorou a aprovação da PEC, uma de suas bandeiras de governo, que acaba com a jornada de seis dias de trabalho por semana, sem prejuízos salariais ao trabalhador.
“Hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. O fim da 6×1 é mais do que uma mudança na jornada. É mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida. Quem trabalha tanto para construir o Brasil também merece ter tempo para viver. É uma vitória dos trabalhadores e trabalhadoras“, comentou Lula em postagem nas redes sociais.
Em vídeo postado instantes depois, o presidente completou. “É um momento extraordinário para o povo brasileiro. Eu tenho certeza que uma conquista como essa jamais será revogada porque não foi uma conquista burocrática. Foi uma conquista que saiu da rua e de um desejo histórico do povo trabalhador. Portanto, quero parabenizar o povo que foi para a rua, os senadores e as senadoras que votaram favorável porque o povo merece respeito e conquistaram esse respeito”, citou.
Hoje, o Senado realizou a quinta e última sessão para a análise da Proposta de Emenda à Constituição, além das votações em primeiro e segundo turnos, que tiveram o mesmo placar: 75 votos a favor e 1 voto contra.
Quem ganha
Segundo o Ministério do Trabalho, 37,2 milhões de celetistas cumprem jornadas de 44 horas semanais e 14,8 milhões trabalham na escala 6×1, com apenas um dia de descanso. Entre as trabalhadoras domésticas, outras 1,4 milhão vivem uma rotina semelhante. Já 26,3 milhões de celetistas não recebem hora extra.
Longas jornadas
Estudo do Ipea mostra que as jornadas mais longas pesam especialmente sobre trabalhadores de menor renda e escolaridade. Os vínculos de 44 horas pagam, em média, 42,3% da remuneração mensal dos vínculos de 40 horas.



