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Nem toda tristeza é depressão, saiba quando o sofrimento mental merece atenção

Semus orienta sobre sinais que podem indicar a necessidade de procurar avaliação profissional e explica como funciona o atendimento na rede municipal   

Tristeza, preocupação, irritação e cansaço fazem parte da vida e podem aparecer diante de perdas, conflitos, dificuldades no trabalho, mudanças ou períodos de maior sobrecarga. O sinal de atenção surge quando essas emoções deixam de ser passageiras, tornam-se intensas ou persistentes e começam a interferir na rotina. Para orientar a população sobre quando procurar ajuda, a Secretaria Municipal da Saúde de Palmas (Semus) explica quais mudanças merecem atenção e como buscar atendimento na rede municipal.

A gerente de Saúde Mental e psicóloga da Semus, Luana Bogo, explica que sentir tristeza ou ansiedade, por exemplo, não significa necessariamente que a pessoa tenha um transtorno mental. O que deve ser observado é a intensidade, a duração e, principalmente, o impacto desses sentimentos no cotidiano. “Faz parte do ser humano sentir tristeza, preocupação, irritação, cansaço e muitos outros sentimentos. O alerta vem quando eles se tornam debilitantes. Se forem intensos, persistentes e prejudicarem seu trabalho, estudos, convívio social e até o autocuidado, merecem passar por uma avaliação profissional”, orienta.

Mudanças persistentes no humor e no comportamento podem aparecer de diferentes formas. Tristeza prolongada, desânimo, sensação de vazio, irritabilidade frequente e perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer estão entre os sinais que devem ser observados. Isolamento de amigos e familiares, abandono de hobbies, dificuldade para cumprir responsabilidades e menor disposição para cuidar de si também podem indicar que a pessoa está atravessando um período de sofrimento.

A ansiedade também merece atenção quando a preocupação se torna excessiva, difícil de controlar ou desproporcional às situações vividas. Sensação constante de ameaça, medo intenso, inquietação, dificuldade de concentração, tensão muscular, palpitações, falta de ar e desconfortos físicos podem acompanhar esses períodos. O alerta é maior quando a ansiedade começa a limitar atividades cotidianas, como trabalhar, estudar, descansar, sair de casa ou manter relações sociais.

Alterações persistentes no sono também podem estar associadas a situações de sofrimento. Dificuldade para adormecer ou permanecer dormindo, despertar várias vezes durante a noite, dormir em excesso, pesadelos recorrentes e cansaço constante durante o dia são exemplos. Essas alterações, porém, podem ter diferentes causas e precisam ser avaliadas de maneira abrangente, sem autodiagnóstico.

Quando procurar ajuda
Segundo Luana, uma maneira de perceber que chegou o momento de buscar orientação profissional é observar se houve uma mudança significativa em relação à forma como a pessoa normalmente vive e se essa mudança permanece ou começa a causar prejuízos.

“Reconhecer esses sinais não significa estabelecer um diagnóstico. A avaliação deve ser realizada por profissionais qualificados, considerando a história, o contexto e as necessidades de cada pessoa. Buscar atendimento permite compreender o que está acontecendo e definir, quando necessário, a melhor forma de acompanhamento”, conclui.

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