É importante estar atento à desinformação, principalmente no período eleitoral
Antes de encaminhar aquela mensagem sobre as eleições para a família, cinco verificações podem evitar que uma informação falsa seja espalhada. Em um ambiente digital marcado pela rapidez com que textos, imagens, áudios e vídeos circulam, parar por alguns instantes para conferir a informação pode fazer toda a diferença.
Por este motivo, a Justiça Eleitoral do Tocantins compartilha um método prático de checagem baseado em cinco passos: verificação da fonte, da data, da linguagem, da consistência e da tecnologia usada no conteúdo. Assim, eleitoras e eleitores podem avaliar, de forma rápida, se uma informação é verdadeira.
Passo 1 – Quem publicou?
O primeiro passo é identificar a origem da informação. Confira se o site, perfil ou pessoa responsável pela publicação é confiável e costuma divulgar informações corretas. Sites desconhecidos e perfis anônimos merecem atenção redobrada.
No caso de informações sobre o processo eleitoral, uma boa prática é procurar a informação diretamente nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, como o Instagram do TSE e do TRE-TO e os portais tse.jus.br e tre-to.jus.br.
Passo 2 – Quando a informação foi publicada?
Uma notícia verdadeira pode se transformar em desinformação quando é retirada do contexto. Por isso, é importante que o eleitor verifique a data da publicação e procure saber se o conteúdo está sendo apresentado como atual, embora seja antigo.
Uma notícia sobre determinado acontecimento pode, por exemplo, ser republicada anos depois como se tivesse ocorrido recentemente. É válido utilizar, por exemplo, a ferramenta de pesquisa avançada do Google para localizar a publicação original e conferir quando o conteúdo foi divulgado pela primeira vez.
Passo 3 – A linguagem tenta provocar uma reação?
O eleitor deve prestar atenção ao modo como a informação é apresentada. Manchetes sensacionalistas, excesso de letras maiúsculas, pontos de exclamação, adjetivos e erros de português podem ser sinais de alerta.
Expressões como “ESCÂNDALO!” ou “VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR!” são alguns exemplos de títulos voltados a chamar a atenção e gerar cliques. Também é importante observar se o conteúdo provoca medo, raiva, ódio ou uma sensação de urgência.
O apelo exagerado às emoções é comum em conteúdos falsos ou enganosos.
Passo 4 – A informação aparece em outras fontes confiáveis?
Não confie apenas com a primeira publicação que apareceu na tela. Pesquise o assunto e veja se a mesma informação foi divulgada por outros veículos confiáveis ou por fontes oficiais.
Comparar diferentes fontes ajuda a identificar informações parciais, fora de contexto ou distorcidas. Para assuntos eleitorais, a recomendação é recorrer diretamente aos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
Passo 5 – Há sinais de manipulação em foto, vídeo ou áudio?
Imagens e vídeos também precisam ser checados. Uma pesquisa reversa pode ajudar a descobrir a origem de uma imagem e verificar se ela já circulava anteriormente ou se foi manipulada. Algumas ferramentas para pesquisa de imagens são: Google Imagens, Google Lens, TinEye e Yandex.
Já nos vídeos, observe se há problemas de sincronização entre áudio e movimentos da boca, rostos borrados ou outras alterações. Também é recomendado pesquisar trechos do vídeo para encontrar versões anteriores e conferir seu contexto.
Em conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial (IA), alguns sinais podem ajudar na identificação de manipulações: piscadas artificiais, textura excessivamente “plástica” da pele, iluminação incompatível com o restante da cena e falta de sincronia entre fala e movimentos labiais. Também é preciso reparar nas mãos das pessoas, as quais muitas vezes possuem defeitos e distorções na imagem.
Olhar a legenda ou descrição também é importante. O eleitor pode verificar se elas correspondem ao que a imagem/vídeo realmente mostra.
Confira e só depois compartilhe
Eleitoras e eleitores devem incorporar esse hábito: parar antes de compartilhar e fazer a checagem da informação.
Em período eleitoral, esse cuidado ganha ainda mais importância. Uma informação falsa ou fora de contexto pode influenciar a percepção das pessoas e contribuir para a disseminação de boatos.
Na dúvida, não compartilhe.


