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Livremente inspirado na premiada música de Gilberto Gil, musical negro Domingo no Parque se apresenta no Teatro Sesc Palmas, de 21 a 23 de agosto

Com direção e texto de Alexandre Reinecke e direção musical de Bem Gil, espetáculo transforma em cena esse clássico com canções do próprio Gil, Carlos Lyra, Dominguinhos e Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim e Jackson do Pandeiro e outras inéditas compostas pelos diretores da peça

Clássico do Tropicalismo e uma das composições mais significativas na carreira de Gilberto Gil, a canção premiada Domingo no Parque vira musical negro, sob a direção de Alexandre Reinecke,  um dos diretores mais atuantes do país, e direção musical de Bem Gil.  O espetáculo foi selecionado no edital Petrobras Cultural, com patrocínio da Petrobras através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A apresentação em Palmas (TO) acontece de sexta-feira a domingo, 21 a 23 de agosto, no Teatro Sesc Palmas. A venda online já está aberta.

Apresentada pela primeira vez no 3º Festival da Música Popular da TV Record, em 1967, Domingo no Parque é considerada um dos marcos da Tropicália ao misturar elementos brasileiros – como o violão e o berimbau – com a guitarra elétrica e levou o segundo lugar no prêmio. A canção tinha arranjo de Rogério Duprat e participação da banda Os Mutantes. O musical teve aprovação do próprio Gil, e destaca importantes influências negras na cultura e sociedade, em elementos como os costumes, danças, a religiosidade, os arranjos musicais, as vestimentas, a alimentação e a capoeira.

O projeto é um sonho antigo de Alexandre Reinecke, que há 30 anos tenta montar o espetáculo. “Sempre fui um apaixonado pela capoeira. Comecei a praticar com 14 anos. Pouco tempo depois comecei a fazer teatro e, assim que ouvi a música, pensei em um musical de capoeira. Em 1995 escrevi o primeiro esboço, mas tinha que ter o aval de Gil. O irmão de um amigo, Rodolpho Stroeter, estava produzindo um disco dele e fez a ponte. Em um belo dia, Gil me ligou e disse que havia gostado muito da história e que eu poderia seguir. Foi o que fiz. No começo eu mesmo queria fazer o João, nem era diretor nessa época.  Desde então venho batalhando para produzir. Tanta coisa mudou. Virei diretor e encenei 59 peças – esta é a 60ª. O país mudou e este é o momento”.

A trama se passa em Salvador, no início da década de 1970 e tem como pano de fundo toda a situação sociopolítica do Brasil, que atravessava a violenta opressão da Ditadura Civil-Militar. No bairro da Ribeira, toda tarde João, José e um  grupo de amigos se reúnem para jogar capoeira, em um momento de descontração e divertimento. Quando José leva seu amigo João para assistir a um show de sua amada Juliana, a relação entre os dois fica abalada. Juliana, que agora passa a frequentar a roda de capoeira, teve no passado um romance avassalador com João, que terminou quando ele engravidou a jovem Juci. Enquanto eles estavam afastados, Juliana seguiu seu sonho de ser cantora e passou a cantar nos bares da cidade. Ela também tornou-se atuante nos movimentos contra a ditadura e passou a ser vigiada pelos  militares.

Como não poderia ser diferente, essa icônica tragédia urbana chega ao fim com uma grande roda de capoeira ao som do clássico de Gil, elevando o clima do espetáculo, que promete ainda momentos de drama, humor, romance e suspense.

A trilha sonora conta com 20 músicas que atuam como fio condutor da história, sendo três delas compostas exclusivamente para o espetáculo (com letras de Alexandre Reinecke e melodia de Bem Gil), 10 de Gilberto Gil e as demais amplamente conhecidas pelo público, incluindo composições de Carlos Lyra, Dominguinhos e Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim e Jackson do Pandeiro.

Ficha Técnica

Texto e direção: Alexandre Reinecke
Direção musical: Bem Gil

Direção de arte e figurinos: Billy Castilho

Cenografia: Marco Lima

Iluminação: Cesar Pivetti

Diretora de produção: Morena Carvalho
Coordenação de Produção: Edinho Rodrigues

Realização: Reinecke Produções e Brancalyone Produções

ELENCO

Ananza Macedo (Mãe Preta)

Badu Morais (Juci)

Rebeca Jamir (Juliana)

Jean Amorim (João)

Wesley Guimarães (Jozé)

Anastácia Lia (coro)

Denise Fersan (coro)

Fernando Rubro (coro)

Jack Mandinga (coro)

Mestre Tyson (coro)

Renée Natan (coro)

Sangela Nunes (coro)

Will Anderson (coro)

Sinopse
Toda tarde, João, José e um grupo de amigos se reúne para jogar capoeira, no bairro da Ribeira. É um momento de descontração e divertimento entre os amigos. A forte amizade entre João e José fica abalada quando José leva João para ver um show de sua “amada” Juliana e ela passa a frequentar a roda de capoeira da Ribeira. Juliana teve um forte romance com João no passado que terminou quando ele engravidou a jovem Juci. Juliana seguiu seu sonho de ser cantora e passou a cantar nos bares da cidade; nesse tempo também se tornou atuante nos movimentos contra a ditadura e passou a ser vigiada pelos militares.

Serviço

Domingo no Parque, com texto e direção de Alexandre Reinecke

Dias: 21, 22 e 23 de agosto de 2026

Sexta e sábado, às 20h. Domingo, às 17h

Teatro Sesc Palmas  – Q. 502 Norte Avenida LO 16, 21 – Plano Diretor Norte, Palmas

Ingressos: R$120,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada) | Ingresso social –  R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)*

Vendas online em https://olhaoingresso.com.br/domingonoparque.html

Classificação: 12 anos

Duração: 120 minutos

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