A defesa de Sabrina da Silva Feitosa, mãe de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, pediu que a Justiça avalie a prisão preventiva do pai da criança e afirmou que o histórico de violência doméstica entre os pais deve ser considerado na investigação que apura a morte do menino.
A manifestação foi divulgada pela advogada Stella Bueno, que representa Sabrina. Segundo a defesa, existem registros oficiais de violência doméstica entre os pais desde 2023. A advogada afirma que esse contexto será apresentado à Justiça no momento adequado, respeitando o sigilo das investigações.
A defesa também informou que Sabrina não deverá realizar novas manifestações públicas neste momento. A decisão ocorre após a circulação de versões nas redes sociais que, segundo a advogada, tentam atribuir à mãe responsabilidade pelo que aconteceu com Gustavo.
Defesa cita violência vicária
Stella Bueno afirma que o caso também deve ser analisado sob a perspectiva da chamada violência vicária, conceito utilizado para situações em que filhos ou pessoas próximas são utilizados como instrumento de violência contra a mulher.
Para a defesa, o histórico de violência doméstica não pode ser separado das circunstâncias que antecederam a morte da criança. A advogada também pediu cautela na divulgação de informações sobre o caso e criticou o que classificou como tentativas de culpabilização da mãe.
Convivência com o pai era regulamentada pela Justiça
Na nota, a defesa afirma que a convivência de Gustavo com o pai não ocorria por uma decisão unilateral de Sabrina, mas estava regulamentada judicialmente. Segundo a advogada, o descumprimento desse regime poderia gerar consequências no processo relacionado à guarda da criança. A defesa sustenta que esse contexto será detalhado no momento adequado, conforme o avanço das investigações.
Defesa pede respeito à memória de Gustavo
A advogada afirmou que o foco, neste momento, deve ser o esclarecimento da morte da criança e a responsabilização de quem eventualmente tenha cometido o crime.
A defesa também pediu que sejam evitadas a exploração de imagens de Gustavo e a divulgação de detalhes que possam ampliar o sofrimento dos familiares.
Gustavo foi encontrado morto em Palmas. O pai, Igor Gustavo Veloso de Sousa, e a madrasta, Kathellen Moreira, estão presos preventivamente e são investigados pela morte do menino.
A defesa de Sabrina afirma que continuará colaborando com as autoridades e que novas manifestações sobre o caso serão feitas exclusivamente pelo escritório responsável pela representação da mãe.


