Investimentos em inovação e ações integradas de fiscalização fortalecem o combate ao furto de energia e ampliam a segurança da população.
As ações de combate ao furto de energia no Tocantins no primeiro semestre de 2026 identificaram 1.177 irregularidades em unidades consumidoras de todo o Estado. O volume de energia furtado, de 1.828 megawatt-hora (MWh), seria suficiente para abastecer, durante um mês, 7.256 unidades consumidoras, o equivalente a uma cidade do porte de Miranorte.
Os resultados refletem os investimentos contínuos em inovação, com o uso de inteligência de dados, sistemas avançados de monitoramento e análise de consumo, que tornam o combate às fraudes mais preciso, ágil e eficiente, permitindo direcionar as equipes de fiscalização para locais com maior probabilidade de irregularidades.
Entre as irregularidades encontradas predominam desvios de energia, fraudes e adulterações de medidores. Quanto às localidades, o Plano Diretor de Palmas lidera o número de ocorrências registradas no semestre, com 568. Em seguida aparecem Araguaína, com 279 registros, e Porto nacional, com 116.
Como parte das ações permanentes de fiscalização, a Energisa Tocantins realizou 65 inspeções conjuntas com a Polícia Civil ao longo do primeiro semestre, que resultaram em 40 intimações e 25 prisões por furto de energia.
De acordo com o coordenador de combate a perdas da Energisa Tocantins, Renato Nunes, o furto de energia vai além do prejuízo financeiro e impacta diretamente toda a sociedade. “Essa prática ilegal representa um risco real à segurança das pessoas, com possibilidade de acidentes graves, como choques elétricos e incêndios. Além disso, o furto de energia compromete a qualidade do fornecimento, sobrecarrega a rede elétrica e pode provocar interrupções no serviço”, destaca.
Crime coloca vidas em risco
O furto de energia é crime previsto no Código Penal Brasileiro e pode resultar em prisão, além da obrigatoriedade de ressarcimento dos valores desviados. A prática coloca em risco não apenas quem realiza a ligação irregular, mas também moradores da vizinhança, em razão da possibilidade de choques elétricos, curtos-circuitos, incêndios e até acidentes fatais.
A Energisa reforça que o combate a esse tipo de crime pode contar também com a participação da população. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais da distribuidora ou diretamente às forças de segurança.
“A participação da população é fundamental no combate ao furto de energia. As denúncias podem ser feitas de forma anônima, seja pelos canais de atendimento da Energisa, call center pelo 0800 721 3330, aplicativo Energisa On e WhatsApp da Gisa, ou diretamente à polícia, pelo 190”, reforça Renato Nunes.


