Município realiza o monitoramento da qualidade do ar, combate e prevenção às queimadas e acompanhamento dos riscos à saúde
Nos últimos 30 dias, Palmas registrou 123 focos de incêndios. Já a umidade tem variado na média entre 12% e 20%, níveis considerados baixos. A redução da umidade relativa do ar, associada ao aumento das queimadas durante o período de estiagem, pode provocar diversos impactos à saúde, exigindo mais cuidados por parte da gestão pública e da população.
Para diminuir as ocorrências de queimadas e os riscos à saúde, a Prefeitura Municipal de Palmas atua em diversas frentes, como o monitoramento, a prevenção e o combate, por meio de ações da Defesa Civil e da Secretaria Municipal da Saúde.
A gerente de Intervenção Imediata da Defesa Civil, Gessiane Ferreira, explica que o órgão realiza rondas preventivas que monitoram áreas com maior incidência de incêndios urbanos e florestais e também emite diariamente boletim de monitoramento da qualidade do ar. “Essas rondas permitem que as equipes identifiquem e combatam os focos ainda no início, evitando que se transformem em ocorrências de grandes proporções”, afirmou a gerente.
O órgão reforça o alerta para que a população evite práticas que possam provocar incêndios, como a queima de lixo e folhas, o descarte irregular de bitucas de cigarro em áreas de vegetação e a utilização de fogo para limpeza de terrenos. Também é importante manter as áreas limpas e denunciar situações de risco. Em casos de incêndio ou emergências, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 153.
Para reduzir os impactos da estiagem sobre a saúde da população, a Secretaria Municipal da Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde Ambiental e do Programa Municipal Vigidesastres, realiza o monitoramento diário das condições climáticas, ambientais e dos principais agravos relacionados a esse período. Entre as ocorrências estão doenças respiratórias e acidentes por animais peçonhentos, que resultam na emissão de alertas em saúde, informes epidemiológicos semanais e recomendações técnicas à população.
Cuidados
A coordenadora da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde, a bióloga Lana Rubia, ressalta que, além do agravamento das doenças respiratórias, esse cenário favorece a desidratação, a irritação nos olhos e na pele, alterações cardiovasculares e aumenta o risco de acidentes com animais peçonhentos. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos mais vulneráveis e necessitam de cuidados especiais.
“A fumaça das queimadas e o ar seco irritam as vias respiratórias e favorecem o agravamento de doenças como asma, bronquite, rinite e doença pulmonar obstrutiva crônica. Ocorre ainda o aumento de sintomas como tosse, falta de ar, irritação nos olhos, garganta seca e sangramentos nasais, elevando a procura pelos serviços de saúde”, explica.
A desidratação é outro problema comum, principalmente entre crianças e idosos. Por isso, não se deve esperar que a pessoa peça água. O ideal é oferecer líquidos regularmente ao longo do dia.
Outro cuidado importante é com os olhos e a pele. O ressecamento ocular pode causar ardência, vermelhidão e sensação de areia nos olhos e, quando necessário, o uso de colírios lubrificantes deve ser orientado por um profissional de saúde. A pele também perde parte de sua proteção natural, tornando-se mais suscetível a rachaduras e infecções. Assim, a hidratação diária da pele deve ser entendida como uma medida de prevenção em saúde, recomenda Lana.
Animais peçonhentos
A Vigilância Ambiental também alerta para o aumento da circulação de animais, sendo necessário manter quintais e terrenos limpos, retirar entulhos, folhas secas e materiais acumulados, além de vedar frestas em portas, janelas e ralos. Em caso de acidente com animal peçonhento, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Orientações
Ofereça água regularmente a crianças e idosos, sem esperar que sintam sede;
Faça lavagem nasal com soro fisiológico para reduzir o ressecamento das vias respiratórias;
Hidrate diariamente a pele e os lábios;
Proteja os olhos e procure orientação profissional caso a irritação persista;
Evite exposição à fumaça das queimadas e reduza atividades físicas ao ar livre nos períodos mais quentes do dia;
Mantenha quintais e terrenos limpos para reduzir o risco de acidentes com animais peçonhentos;
Não utilize fogo para limpeza de terrenos ou descarte de resíduos;
Em caso de acidente com animal peçonhento, procure imediatamente uma UPA;
Diante de falta de ar, agravamento de doenças respiratórias, sinais de desidratação ou outros sintomas persistentes, procure uma unidade de saúde.


