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Clima esquenta: Fábio Vaz e Júnior Geo trocam críticas sobre edital da Seduc

O debate em torno do edital de reaproveitamento e redistribuição do concurso da Secretaria da Educação do Tocantins (Seduc) escalou para um embate direto entre o ex-secretário da pasta, Fábio Vaz (Republicanos), e o deputado estadual Júnior Geo (PSDB). A troca de críticas expõe o acirramento político em meio ao ano eleitoral e amplia a tensão na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto).

A polêmica começou após questionamentos de parlamentares sobre possíveis irregularidades no edital. Em resposta, Fábio Vaz divulgou uma nota à imprensa defendendo a legalidade do processo e acusando adversários de distorcerem informações. Sem citar inicialmente todos os envolvidos, ele direcionou críticas mais duras a Júnior Geo, sugerindo incoerência na postura do deputado.

Segundo Vaz, o parlamentar teria mudado de posição em relação à redistribuição de vagas — medida que, de acordo com o ex-secretário, já foi defendida anteriormente pelo próprio deputado. “É preciso decidir se está a favor ou contra os professores”, disparou, ao classificar as críticas como “bravatas de tribuna”.

O tom subiu ainda mais quando Fábio Vaz atribuiu motivações eleitorais aos ataques. Em sua nota, ele afirmou que “trajetórias insípidas precisam se promover”, indicando que as críticas fariam parte de uma estratégia política em ano de pré-campanha.

Do outro lado, Júnior Geo tem levantado suspeitas sobre pontos específicos do edital, especialmente em relação à possibilidade de candidatos perderem a vaga original ao aderirem à redistribuição. A crítica ganhou repercussão e passou a ser usada como base para pressionar o ex-gestor, inclusive com a articulação de medidas mais duras na Aleto, como a possível abertura de uma CPI.

Fábio Vaz rebateu diretamente esse ponto, afirmando que há má interpretação do texto. Segundo ele, a renúncia à vaga original só ocorre em caso de nomeação pela redistribuição, e não no momento da inscrição, como tem sido alegado. Para o ex-secretário, a leitura feita pelo deputado é “parcial e distorcida”.

O embate evidencia não apenas divergências técnicas sobre o edital, mas também o avanço das disputas políticas em torno de pautas sensíveis, como o concurso da educação. Enquanto isso, professores aprovados seguem no centro da discussão, diante de um cenário marcado por incertezas e disputa de narrativas.

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