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Acidente Vascular Cerebral (AVC) – outubro marca período de conscientização sobre uma das doenças mais letais do país

Adotar um estilo de vida com hábitos mais saudáveis e o monitorar regularmente a saúde são fundamentais para prevenção do acidente vascular cerebral

O dia 29 de outubro marca o Dia Mundial do AVC e o Dia Nacional de Prevenção ao AVC, um marco com foco na conscientização sobre uma das maiores causas de morte e incapacidade física do Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde e de sociedades médicas da área. Comumente conhecido como “derrame”, o acidente vascular cerebral acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido (AVC isquêmico) ou quando um vaso sanguíneo se rompe no cérebro (AVC hemorrágico). Felipe Moreira, neurologista do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à Rede HU Brasil, explica quais são os fatores de risco e como prevenir melhor essa doença.

Segundo o especialista, os hábitos de vida são fundamentais para a prevenção desses eventos. Atitudes cotidianas, como adotar bons hábitos de alimentação e praticar atividades físicas diariamente, podem diminuir o risco de AVC em até 90%. Sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool são algumas dessas ameaças, como explica Felipe Moreira. “Uma alimentação rica em sal e gorduras, com o tempo, provoca o enrijecimento e a obstrução dos vasos sanguíneos, além de levar ao surgimento de hipertensão, diabetes e colesterol alto, que são as comorbidades mais relacionadas ao AVC”.

De acordo com dados do Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) do Brasil, com base nos atestados de óbito, a mortalidade por AVC atingiu o quantitativo de 85.959 óbitos em 2024. Já em 2025, os casos aumentaram, chegando à marca de 89.490 óbitos. Os dados do primeiro trimestre de 2026 somam 20.461 mortes por essa doença.

Neste contexto, a prevenção é a palavra-chave, e é imprescindível dar um olhar especial ao estilo de vida e ao monitoramento regular da saúde. “É necessário manter o controle rigoroso da pressão arterial, praticar atividades físicas regularmente, adotar uma alimentação saudável e equilibrada, reduzindo o sódio; manter o peso corporal e os níveis de açúcar e gordura no sangue sob controle; e tratar e controlar condições cardíacas”, elenca o especialista.

O acidente vascular cerebral nem sempre dá sinais claros e, por não chamar atenção, algumas vezes passa despercebido. O neurologista explica que alguns dos sintomas são: dor de cabeça súbita e intensa; fraqueza nos membros, que pode ser acompanhada de formigamentos na face, no braço ou na perna; alteração da fala; confusão mental; dificuldade de compreensão; tontura e desequilíbrio; e falta de coordenação motora. Diante desses sinais, cada minuto é crucial, e o atendimento de urgência diminui o risco de morte e de sequelas mais graves. “É importante acionar imediatamente o serviço de urgência, como o SAMU 192. Isso possibilita a aplicação de tratamentos de emergência, como medicações para desobstruir a artéria e procedimentos para remover o coágulo, salvando o tecido cerebral antes que ocorra a morte definitiva dos neurônios e reduzindo drasticamente as sequelas e incapacidades físicas ou cognitivas”, explica Felipe.

O Ministério da Saúde (MS) disponibiliza, por meio de boletins epidemiológicos, da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e de demais recursos, uma série de publicações informativas e educativas sobre AVC. Uma delas é o Manual de rotinas para atenção ao AVC, que contém uma seção desenvolvida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com um passo a passo para identificar os sinais de que uma pessoa apresenta os sintomas e necessita de atendimento imediato.

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