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Anac aponta que aeródromo de onde saiu avião que caiu em Palmas estava interditado desde 2025

Local de onde decolou a aeronave não tinha autorização para operações aéreas e apresentava irregularidades cadastrais, segundo documentos da agência

O aeródromo Condomínio Sítio Flyer, em Palmas, de onde decolou o avião de pequeno porte que caiu no último sábado (18), operava de forma irregular e estava interditado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 2025. A informação consta em documentos do órgão regulador, que apontam a ausência de autorização para pousos e decolagens no local.

A aeronave, um EMB-721C, caiu poucos minutos após a decolagem em uma área de vegetação. No acidente morreram o médico Éderson da Silva, de 68 anos, e a esposa dele, Roseli Amarilda Pechulo Silva, de 62 anos. O piloto Hamilton Lopes da Conceição sobreviveu e segue internado.

De acordo com a Anac, o aeródromo está impedido de operar devido a irregularidades que se arrastam desde 2020. Entre os problemas apontados estão a falta de atualização cadastral, ausência de documentação que comprove a propriedade da área, inexistência de representação legal do responsável pelo empreendimento e a paralisação do processo de regularização.

Segundo a agência, essas pendências impediram a identificação do responsável técnico e operacional pela pista, levando à interdição total do aeródromo por risco à segurança da aviação.

Os documentos também indicam que o Sítio Flyer não faz parte da relação de aeródromos autorizados a operar em Palmas. Atualmente, apenas duas pistas privadas da capital possuem autorização da Anac para funcionamento.

Área é disputada na Justiça

Após o acidente, o proprietário da área registrou um boletim de ocorrência informando que não autoriza a realização de voos no local.

Conforme representantes do proprietário, o imóvel é alvo de uma disputa judicial pela posse e, mesmo interditado pela Anac, continuaria sendo utilizado para operações aéreas.

As circunstâncias da queda da aeronave seguem sendo investigadas pelos órgãos responsáveis. A apuração deverá esclarecer as causas do acidente e verificar se a operação em um aeródromo interditado teve influência na ocorrência.

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