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Edivaldo Rodrigues prepara o lançamento de “Ladainhas, Benditos e Cabarés”, seu 16º trabalho literário.

A tarde de autógrafos será no icônico Bar Central, em Porto Nacional

O escritor, historiador e jornalista portuense, Edivaldo Rodrigues, está nos preparativos finais para a festa literária de lançamento de “Ladainhas, Benditos e Cabarés”, seu 16º livro. Desta feita, trata-se de uma coletânea de crônicas que dá vida a dezenas de personagens multifacetados que transitam, com escancarada liberdade, entre o sagrado e o profano — pilares e princípios que consolidaram a secular sociedade de Porto Nacional.

Segundo o escritor portuense, esta sua décima sexta obra literária, “Ladainhas, Benditos e Cabarés”, é um livro alinhavado por uma coletânea de crônicas que tem como base de sustentação os processos histórico, social, político, econômico e cultural que fundamentam a construção de uma coletividade secular, como a de Porto Nacional.

Ele revela ainda que, com esses escritos, quer tão somente dividir com o seu fiel leitor algumas pinceladas de um humor apimentado que retrata, em épocas distintas e com tonalidades ficcionais, o cotidiano da sociedade portuense, sempre moldando incontáveis ações por meio de um elo conveniente que liga o sagrado ao profano na formulação de crenças que desafiam as teses do criacionismo e do evolucionismo na mente desse povo.

“Esse conjunto de crônicas, construídas como histórias e causos, foi moldado em uma linguagem coloquial, buscando retratar uma Porto Nacional abraçada com suas hipocrisias, segredando recorrente devassidão cotidiana, vivenciada nas ruelas, becos e praças; nos seus cabarés, salões de festas e bares, templos, altares e terreiros, onde todos os personagens, por nós desnudados, têm uma identificação indissolúvel com a realidade atemporal dessa nossa gente”, revela Rodrigues.

O literato também garante que, nesta coletânea contendo 20 crônicas, tem como propósito conduzir o leitor a inúmeros labirintos que o levarão a uma Porto Nacional, em tempos diferentes, comprometida convenientemente com seu conservadorismo religioso, ao mesmo tempo em que ronda a libertinagem, pois, entre uma ladainha e um bendito, o povo portuense sempre fechou os olhos para o que acontece entre quatro paredes.

“Esses nossos personagens, retratos fiéis da nossa gente, incondicionalmente abraçavam e abraçam o dia a dia nas mesas de jogos, nas bebedeiras ilustradas de amores e desamores e nas esperanças tardias da salvação quando chegar o momento do chamado do Nosso Pai Celestial. Ladainhas, Benditos e Cabarés é um aprazível conjunto de histórias e causos que envereda pelos meandros políticos, sociais, culturais e econômicos dessa comunidade, que nasceu nos idos de 1738 e que, de lá para cá, foi moldada por figuras políticas, expressivas lideranças religiosas e inúmeros mandatários do povo, que certamente contaram com a decisiva contribuição de bêbados, malandros, loucos e prostitutas para abrir os caminhos que, mesmo tortuosos, conduziram a esta Porto Nacional que hoje vivenciamos”, concluiu o escritor, complementando: “Escrevi essas crônicas ainda em 2020, e a produção do livro foi finalizada em 2021. Só que, antes da impressão, escrevi dois romances e outra coletânea de crônicas políticas, que foram lançados em 2022, 2023 e 2025. Só agora foi possível finalizar este trabalho”, explica.

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