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Mestra quilombola Ermina Rodrigues ministra oficinas de Medicina da Natureza em Taquaruçu e no Quilombo Barra do Aroeira

Ação integra o edital Culturas Quilombolas 2024 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) 

A mestra raizeira e liderança quilombola Ermina Maria Rodrigues, do Quilombo Barra do Aroeira, município de Santa Tereza do Tocantins, inicia neste mês as atividades do projeto “Medicina da Natureza – Oficinas de Garrafadas Naturais”, iniciativa selecionada pelo edital nº 32 – Culturas Quilombolas 2024, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). 

O projeto prevê a realização de duas oficinas educativas sobre garrafadas, plantas medicinais e práticas tradicionais de cuidado comunitário. A primeira acontece em 18 de novembro, na Escola Municipal Crispim Pereira Alencar, em Taquaruçu (Palmas–TO). A segunda será realizada na Escola Municipal Horácio José Rodrigues, localizada no próprio Quilombo Barra do Aroeira, em data a ser definida. 

Durante as oficinas, Mestra Ermina apresentará espécies de plantas e raízes utilizadas na medicina tradicional quilombola, demonstrando modos de preparo das garrafadas, práticas de coleta sustentável e a dimensão espiritual que compõe o ofício das raizeiras. Herdeira dos conhecimentos transmitidos por sua avó, Zidora Maria Rodrigues, a mestra é reconhecida pela atuação como guardiã dos saberes de cura, canto, memória e ancestralidade do quilombo. 

A ação é realizada em parceria com o Projeto Vereda, iniciativa cultural e educativa sediada em Taquaruçu. O Projeto desenvolve, desde 2016, ações de valorização da cultura popular, da oralidade e das práticas comunitárias, conectando mestres da cultura quilombola e estudantes da rede pública por meio de oficinas, rodas de conversa, vivências musicais e atividades formativas. 

Ao unir escola, comunidade e tradição, o projeto “Medicina da Natureza” fortalece o protagonismo das mestres quilombolas, estimula a preservação dos saberes ancestrais e reforça a importância da cultura afro-brasileira na formação de crianças, jovens e professores. A iniciativa também contribui para ampliar o reconhecimento dos conhecimentos tradicionais como parte fundamental da diversidade cultural brasileira.

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