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Tocantins entra no radar da Polícia Federal em operação contra alta abusiva nos combustíveis

O Tocantins está entre os estados alvos de uma operação nacional da Polícia Federal que investiga possíveis práticas abusivas na formação de preços de combustíveis. A ação foi deflagrada nesta sexta-feira, 27, e inclui fiscalizações em postos de diferentes regiões do país.

Batizada de “Vem Diesel”, a operação reúne, além da PF, a Secretaria Nacional do Consumidor e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, com apoio de órgãos locais de defesa do consumidor.

Ao todo, a força-tarefa ocorre em capitais de 11 estados e no Distrito Federal, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Tocantins, com foco em identificar reajustes considerados irregulares nas bombas.

Alta em Palmas acende alerta

No Tocantins, a operação ocorre em meio à recente alta nos preços dos combustíveis, especialmente em Palmas. Levantamentos apontam que o litro da gasolina chegou a ser comercializado por até R$ 7,19, acima da média de R$ 6,67 indicada anteriormente pela ANP.

O diesel também apresentou elevação, com valores chegando a R$ 6,89, intensificando a preocupação de consumidores e órgãos de controle.

Diante desse cenário, o Ministério Público do Tocantins instaurou procedimento para apurar possíveis irregularidades, citando indícios de aumentos simultâneos sem justificativa clara.

O que está sendo investigado

A operação busca identificar práticas como:

  • reajustes sem justificativa técnica
  • alinhamento de preços entre concorrentes
  • aumento de margem sem relação com custos reais

De acordo com a Senacon, aumentos sem “justa causa” — ou seja, desvinculados da cadeia produtiva — podem configurar prática abusiva, especialmente em produtos essenciais como combustíveis.

Setor aponta fatores externos

Representantes do setor, por outro lado, atribuem a alta a fatores internacionais. Segundo o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto-TO), o aumento está ligado à valorização do petróleo no mercado global, influenciada por tensões no Oriente Médio.

A entidade destaca ainda que parte do combustível comercializado no estado depende de importação ou de refinarias privadas, o que torna os preços mais sensíveis às oscilações externas.

Fiscalização e próximos passos

As irregularidades identificadas durante a operação serão encaminhadas para investigação. A expectativa é que os resultados ajudem a esclarecer se houve abuso econômico ou prática anticoncorrencial no mercado local.

Enquanto isso, a ANP informou que o abastecimento de diesel segue garantido no país até o fim de abril, em meio a discussões sobre políticas de preços e tributação.

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