O Partido Socialista Brasileiro (PSB) protocolou na Polícia Federal e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o pedido de prisão do governador afastado do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos). A ação foi realizada nesta terça-feira, 11, e o anúncio ocorreu através do anúncio realizado pelo vereador Carlos Amastha na tribuna da Câmara de Palmas.
Segundo o parlamentar, o gestor teria descumprido medidas cautelares impostas após ser afastado do cargo por decisão judicial no âmbito da Operação Fames-19. Amastha alega que Wanderlei vem mantendo contato público com investigados no mesmo processo, o que estaria proibido pela decisão do ministro Mauro Campbell Marques, relator do caso no STJ.
“Fico estarrecido com a falta de respeito às leis neste país. O governador afastado tem medidas cautelares que o impedem de se reunir com aqueles envolvidos no mesmo processo, e o que vemos todos os dias são fotos e manifestações públicas de apoio, como se nada tivesse acontecido”, afirmou o vereador.
O socialista informou ainda que também protocolou pedidos junto aos gabinetes dos ministros Edson Fachin e Nunes Marques, no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a análise do caso.
Além da representação contra Wanderlei Barbosa, Amastha ingressou com uma Ação Popular contra a Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto). O motivo seria a renovação de um contrato de quase R$ 5 milhões com o empresário Joseph Madeira, que é alvo da Operação Fames-19 da Polícia Federal — investigação que apura o desvio de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19.
“É inacreditável o que a gente vive na política deste Estado. Como é possível que o empresário alvo da operação renove contrato de quase R$ 5 milhões com a Assembleia? Nós perdemos a vergonha!”, criticou Amastha.
Contexto
A Operação Fames-19, deflagrada pela Polícia Federal em setembro, investiga um suposto esquema de desvio de verbas públicas destinadas à compra de cestas básicas durante a pandemia. Como resultado da operação, o governador Wanderlei Barbosa foi afastado do cargo por seis meses por decisão do STJ.

