Segundo Laurez, o desenvolvimento tocantinense foi impulsionado por quatro grandes frentes ao longo dos séculos
Ao longo de sua história, o Tocantins construiu diferentes ciclos de crescimento que ajudaram a moldar a economia estadual. Para o vice-governador e pré-candidato ao Governo do Estado, Laurez Moreira, chegou o momento de dar início a uma nova etapa, baseada na industrialização real, na agregação de valor à produção local e na geração de mais empregos.
Segundo Laurez, o desenvolvimento tocantinense foi impulsionado por quatro grandes frentes ao longo dos séculos. A primeira teve origem na mineração, ainda no século XVIII. A segunda surgiu com a exploração do cristal, a partir da década de 1940. A terceira foi marcada pela abertura da rodovia Belém-Brasília, nos anos 1960, que integrou a região ao restante do país. Já a quarta frente ganhou força com a expansão da agricultura, a criação do Estado do Tocantins e a construção de Palmas, no final dos anos 1980 e durante a década de 1990.
Agora, a proposta é avançar para uma quinta frente de desenvolvimento, com foco na industrialização regional. “Precisamos aproveitar nossa matéria-prima, agregar valor à produção local e transformar o Tocantins em um estado cada vez mais industrializado, gerando empregos e oportunidades para nossa população. Temos potencial, localização estratégica e condições para construir esse novo ciclo de crescimento”, afirma Laurez.
Vocação econômica
A estratégia defendida por ele passa pela vocação econômica de cada região do Estado. Na região central, a soja pode impulsionar a ampliação da agroindústria, com a produção de farelos, óleos e biocombustíveis. Ao longo da BR-153 e da Ferrovia Norte-Sul, a logística deve servir como base para a instalação de novos empreendimentos, aproveitando a capacidade de escoamento da produção.
O turismo também aparece como um dos pilares desse projeto. Regiões como o Cantão, o Jalapão e as Serras Gerais possuem potencial para ampliar a geração de renda por meio da estruturação de cadeias produtivas ligadas ao setor, fortalecendo o empreendedorismo, os serviços e a economia local.
No Sul do Estado, a proposta envolve o fortalecimento das cadeias da carne bovina, da avicultura e da suinocultura, estimulando a instalação de frigoríficos e indústrias de processamento. Já no Sudeste, a fruticultura é apontada como uma atividade capaz de impulsionar agroindústrias voltadas ao beneficiamento e à industrialização da produção.
Central e Bico
Laurez também defende criar polos de confecção de Miracema e Miranorte, setores que já geram emprego e renda e que podem ganhar escala com incentivos à produção e à comercialização. No Bico do Papagaio, a prioridade é fortalecer a cadeia do leite e os laticínios, agregando valor à produção dos pequenos e médios produtores.
Outro eixo da proposta é a valorização da cultura tocantinense como atividade econômica. A ideia é estimular a economia criativa, apoiando artistas, artesãos, manifestações culturais e eventos que movimentam a economia em todas as regiões do Estado.
Para Laurez Moreira, o desafio dos próximos anos é transformar a riqueza produzida no Tocantins em mais oportunidades para quem vive no Estado. “O Tocantins já mostrou várias vezes sua capacidade de crescer. Agora precisamos dar o próximo passo. Não basta apenas produzir matéria-prima. Precisamos industrializar, gerar empregos de qualidade, aumentar a renda das famílias e criar oportunidades para que nossos jovens possam construir seu futuro aqui mesmo”, defende.

