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Sindjor e FENAJ divulgam nota em defesa da liberdade de imprensa após repercussão de áudio envolvendo jornalista

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor/TO) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgaram nota pública nesta quarta-feira (24) manifestando preocupação com episódios de intimidação e constrangimento contra profissionais da imprensa durante o exercício da atividade jornalística.

Embora sem citar nomes diretamente, o posicionamento ocorre em meio à repercussão do áudio envolvendo o deputado federal e pré-candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB), e a jornalista Verônica Bolzan, divulgado nos últimos dias.

No texto, as entidades afirmam que situações dessa natureza tendem a ganhar intensidade em períodos eleitorais e reforçam que agentes públicos e pessoas que ocupam funções de interesse coletivo estão sujeitos ao acompanhamento da imprensa e ao escrutínio da sociedade.

Segundo a nota, a cobertura de agendas, decisões e atividades de interesse público integra a missão constitucional do jornalismo e representa um instrumento de transparência, prestação de contas e controle social.

O Sindjor e a FENAJ destacam preocupação diante de eventuais tentativas de intimidação, ameaça, constrangimento ou desqualificação de profissionais da comunicação em razão do trabalho desempenhado.

“As divergências entre agentes públicos e profissionais da imprensa devem ser tratadas pelos meios legais e institucionais adequados, sempre com respeito mútuo, observância do contraditório e compromisso com os princípios democráticos”, afirmam as entidades.

A manifestação também chama atenção para a necessidade de proteção à dignidade dos profissionais da comunicação e cita que questões relacionadas à igualdade de gênero exigem atenção permanente, especialmente em situações que possam resultar em constrangimento ou descredibilização de jornalistas mulheres.

Ainda conforme a nota, críticas ao trabalho da imprensa não devem ser utilizadas como justificativa para práticas que possam representar intimidação, ameaça ou tentativa de censura.

As entidades encerram o posicionamento reafirmando compromisso com a liberdade de imprensa e com a defesa do exercício profissional dos jornalistas.

“Não há democracia forte sem imprensa livre, nem imprensa livre onde jornalistas são intimidados por exercer sua função social”, conclui o documento.

Até o momento, não houve novo posicionamento público do deputado sobre a manifestação das entidades.

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