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Investigada na Operação Falsa Emergência, Cláudia Fernanda se entrega à Justiça em Palmas

Empresária teve prisão preventiva cumprida nesta segunda-feira, 15; Polícia Civil a aponta como uma das articuladoras do suposto esquema investigado

A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva se apresentou à Justiça na manhã desta segunda-feira, 15, no Fórum de Palmas, onde teve cumprido o mandado de prisão preventiva expedido no âmbito da segunda fase da Operação Falsa Emergência, que investiga supostas irregularidades na contratação da entidade responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da Capital.

Após comparecer ao Fórum acompanhada por advogado, Cláudia passou por audiência de apresentação e custódia e, posteriormente, foi encaminhada por policiais civis à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para os procedimentos legais da prisão.

Na sequência, deverá realizar exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) antes de ser encaminhada ao Quartel do Comando-Geral (QCG) da Polícia Militar, em Palmas, local onde permanecem os demais presos da operação.

Cláudia Fernanda era a única investigada com mandado de prisão preventiva ainda não localizada desde o cumprimento das ordens judiciais da segunda fase da operação, deflagrada no último dia 10 de junho.

Conduzida pela Divisão Especializada de Combate à Corrupção (Decor), a investigação aponta a empresária como uma das responsáveis pela articulação de interesses ligados ao processo de contratação emergencial atualmente sob apuração.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam a existência de uma estrutura voltada ao direcionamento de decisões administrativas e contratações relacionadas à gestão das unidades de pronto atendimento de Palmas.

Além de Cláudia Fernanda, a segunda fase da Operação Falsa Emergência resultou na prisão preventiva da então secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares.

As apurações envolvem suspeitas de organização criminosa, corrupção, fraude em contratação emergencial e outros possíveis crimes relacionados à administração dos serviços públicos de saúde.

Com a apresentação da empresária nesta segunda-feira, todos os alvos dos mandados de prisão preventiva expedidos nesta etapa da operação passam a estar sob custódia do Estado.

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