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ONG Unidos por Um Mundo Melhor está entre os melhores projetos do Brasil, premiados no Prêmio Mulheres no Hip-Hop

A ONG Unidos por Um Mundo Melhor (UPMM), de Palmas (TO), foi premiada entre os quatro melhores projetos do País, no Prêmio Mulheres no Hip-Hop, uma iniciativa nacional que reconhece projetos e ações culturais brasileiras lideradas por mulheres ou por entidades protagonizadas por mulheres que contribuem de forma relevante para o desenvolvimento artístico, social e cultural da cultura Hip-Hop. O prêmio celebra os 40 anos do Hip-Hop no Brasil e os 50 anos do movimento no mundo, destacando mulheres que constroem, fortalecem e ampliam a cena em seus territórios.

Para a presidente da ONG, Júlia Albuquerque, o prêmio representa a força e o protagonismo das mulheres nas periferias. “Ser premiada em um edital que celebra mulheres no Hip-Hop, ainda mais entre os melhores projetos do País, é profundamente simbólico. A UPMM nasceu da resistência de meninas e mulheres que transformaram a cultura em caminho, voz e existência. Esse reconhecimento nacional mostra que nossas narrativas importam e que as mulheres da periferia têm sido fundamentais para manter vivo o Hip-Hop, suas raízes e sua luta.”

A produtora executiva da UPMM, Luana Porto, reforça o impacto do prêmio para o fortalecimento institucional da ONG. “Esse reconhecimento chega em um momento decisivo. Atuamos há anos sem uma sede estruturada para receber as famílias e os jovens, e agora teremos condições de qualificar nossa gestão e ampliar nossas ações. O prêmio evidencia o que sempre defendemos: mulheres são protagonistas na construção do Hip-Hop e precisam ser vistas, valorizadas e apoiadas.”

O Prêmio Mulheres no Hip-Hop é resultado do trabalho do Fórum Nacional para a Elaboração de Políticas Públicas para as Mulheres do Movimento Hip-Hop, colegiado coordenado pelo Ministério das Mulheres, e integra o Programa Intersetorial Mulheres no Hip-Hop, que reúne órgãos do governo federal empenhados em fomentar políticas públicas voltadas às mulheres do movimento.

A premiação contemplou iniciativas lideradas por mulheres em diversas expressões da cultura Hip-Hop, incluindo composição, arranjos, produção musical, vídeos, discos, sites, batalhas de rima, rodas culturais, cyphers, espetáculos, slam, beatbox, graffiti, artes visuais, pesquisas, oficinas, festivais, entre outras linguagens que compõem a rica diversidade do Hip-Hop brasileiro.

UPMM

Fundada em 2013, a UPMM é uma organização formada por jovens da periferia que dedicam sua atuação às comunidades mais vulneráveis de Palmas, desenvolvendo ações sociais, culturais e formativas com crianças, adolescentes, jovens e suas famílias. A instituição utiliza os elementos do Hip-Hop — especialmente rima, dança, poesia e graffiti — para dialogar sobre racismo, saúde mental, violência, políticas públicas, direitos humanos e fortalecimento da identidade periférica.

Com mais de 10 anos de trabalho ininterrupto, a ONG já impactou cerca de 1.400 jovens e 600 famílias, contando com uma equipe de voluntários comprometida com a formação cidadã e artística da juventude negra e periférica.

Para a UPMM, o prêmio reforça seu compromisso com a formação cultural, a memória do Hip-Hop, a inclusão social, a juventude periférica e o protagonismo feminino, pilares que sempre orientaram suas ações.

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