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Presidente da ABDI denuncia suposta fraude do BRB envolvendo servidores do Tocantins

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, afirmou nesta quarta-feira (22) ter recebido uma denúncia envolvendo o Banco de Brasília (BRB) em uma suposta operação irregular relacionada ao governo do Tocantins. Segundo ele, se confirmadas as informações, o caso configuraria uma “fraude gravíssima” no sistema financeiro nacional.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Cappelli fez um alerta direto às autoridades e aos servidores tocantinenses: “Atenção à Polícia Federal e ao Banco Central do Brasil. Eu acabei de receber uma denúncia envolvendo novamente o BRB, o Banco de Brasília, e dessa vez numa transação, num negócio do governo do estado do Tocantins. Se confirmada essa denúncia, eles transformaram os servidores, que tinham o direito de receber dinheiro do governo do Tocantins, em devedores, através de uma operação fraudulenta, transformando o crédito que os servidores tinham direito em crédito consignado, fraudando o sistema financeiro nacional e até negociando isso no mercado secundário”, afirmou.

Cappelli disse ainda que está de posse de documentos que comprovariam as supostas irregularidades e que vai encaminhar o material para os órgãos competentes. “Eu estou com os documentos e vou encaminhar tudo para a Polícia Federal e o Banco Central. Se isso for confirmado, é uma fraude gravíssima envolvendo a direção do Banco de Brasília, o BRB”, destacou.

O presidente da ABDI também fez um apelo aos servidores do Tocantins: “Chegou uma informação inclusive de que eles estão pressionando os servidores do Tocantins a assinarem acordos tácitos para tentar pagar a fraude. Servidores, não façam isso! Nós vamos apurar e vamos até o fim dessa história.”

Repercussão

Até o momento, o governo do Tocantins e o BRB ainda não se manifestaram oficialmente sobre as acusações. A denúncia, caso confirmada, pode envolver crimes de fraude financeira, falsidade ideológica e gestão temerária.

Cappelli afirmou que pretende acompanhar pessoalmente as investigações e cobrar transparência na apuração dos fatos.

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