Ao relembrar batalha por agência reguladora criticou gestão de Cinthia Ribeiro
Em discurso inflamado na tribuna da Câmara Municipal, o vereador Carlos Amastha (PSB) voltou a criticar duramente a prestação de serviços da BRK Ambiental, empresa responsável pelo abastecimento de água e coleta de esgoto em Palmas. Amastha atribuiu parte dos problemas enfrentados pela população à atuação do deputado estadual Júnior Geo (PSDB), a quem responsabilizou por ter votado contra a criação da Agência de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos de Palmas (ARP) em 2013.
“Cada vez que a gente fala de BRK, e cada vez que a gente fala de todos os problemas que nós temos de tarifas, de serviços, eu lembro da responsabilidade, da culpa dele”, afirmou Amastha, em referência a Geo, durante sessão realizada na quinta-feira, 2 de outubro.
O vereador relembrou que, à época em que era prefeito, sua proposta de criar a agência reguladora foi derrotada por um voto de diferença. “O voto que me derrotou era o que a gente menos esperava, o do ‘santinho’ Júnior Geo”, ironizou.
Segundo Amastha, a empresa que detinha a concessão na época era a Odebrecht Ambiental, e ele acusou a companhia de fazer lobby contra a criação da agência. “Pagando e gastando dinheiro nesta Câmara para ir contra a prefeitura”, disse, mencionando que vereadores foram citados em delações premiadas, embora sem envolver diretamente Geo.
Amastha também criticou a ex-prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), acusando-a de transformar a agência reguladora em “cabide de emprego”, o que, segundo ele, contribuiu para a continuidade dos problemas com a BRK.
O discurso foi publicado em vídeos no Instagram do vereador, onde ele reforça sua posição e cobra responsabilidade dos parlamentares que, segundo ele, impediram avanços na regulação dos serviços públicos de saneamento.

