A presidenta do Sintet Regional de Palmas, Rose Marques, esteve na terça-feira, 26 de agosto, no Colégio Estadual Criança Esperança, localizado na região Norte da Capital, para dialogar com a direção sobre o episódio de violência ocorrido na última semana contra um professor dentro da unidade escolar.
O professor, identificado como J.C.S., foi ouvido pelo Sindicato e recebeu de imediato o acompanhamento da assessoria jurídica. Ele está afastado por licença médica e bastante abalado com a violência sofrida. O Sintet segue cobrando da Seduc esclarecimentos e medidas concretas quanto às políticas de combate à violência nas escolas.
“Entendemos que a escola deve ser um ambiente seguro para os profissionais da educação e para toda a comunidade escolar. É do governo a responsabilidade de garantir essas ações. Recentemente foram instaladas biometrias nas escolas, equipamentos desnecessários e de alto custo que têm por objetivo punir o professor, acreditamos que estes recursos seriam mais úteis e eficazes se aplicados para a segurança da comunidade escolar”, afirmou Rose Marques.
Entenda o caso
Um professor do Colégio Estadual Criança Esperança, na região Norte de Palmas, foi agredido dentro de sala de aula por um estudante de 17 anos. O caso aconteceu na manhã do último dia 20 de agosto e só foi contido após a intervenção de outros alunos.
Segundo a Polícia Militar (PM), o adolescente arremessou uma cadeira e desferiu socos contra o professor, que sofreu escoriações e precisou de atendimento médico. Em seguida, o docente registrou boletim de ocorrência e passou por exames no Instituto Médico Legal (IML).
O jovem foi conduzido para a Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DECA), acompanhado pelo pai, conforme determina a lei.
Seduc
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que o professor está recebendo acompanhamento da equipe multiprofissional, além do suporte da Superintendência Regional de Educação (SRE).
Quanto ao aluno, a Secretaria afirmou que, a pedido da própria família, ele foi transferido para outra unidade escolar, em vez de ser expulso. Em nota, a Seduc declarou que “repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar” e destacou o programa Escola de Emoções, iniciativa voltada ao desenvolvimento socioemocional de alunos, servidores e familiares, além do fortalecimento das equipes multiprofissionais.


