Advogados aguardam retorno do ministro Cristiano Zanin sobre as petições solicitadas
A primeira segunda-feira de julho começou sem novidades concretas para a defesa do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos). Apesar da expectativa por avanços, o laudo médico feito pela junta pericial designada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, já foi enviado ao Supremo — mas permanece inacessível à equipe jurídica do gestor.
“Sem novidades. Apenas a perícia foi feita e enviada ao STF. Não tivemos acesso”, informou ao O Jornal o advogado Juvenal Klayber, na manhã desta segunda-feira, 7.
O exame foi realizado no fim de semana, por determinação do próprio ministro Zanin, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A avaliação médica buscava esclarecer as reais condições clínicas de Eduardo, que está detido preventivamente no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG), em Palmas, desde o último dia 28.
O que está em jogo?
A defesa solicitou que Eduardo cumpra prisão domiciliar, alegando que o local de custódia não oferece condições para seu tratamento de saúde. Para embasar o pedido, foi necessária a formação de uma junta médica oficial, coordenada pelos médicos da Polícia Militar.
O laudo já foi enviado ao STF, mas até agora não há decisão publicada, nem acesso liberado aos autos para os advogados. Com isso, o cenário permanece indefinido — tanto sobre a possível mudança no regime de prisão, quanto sobre os próximos passos do processo, que segue sob sigilo.

