
*Por Roberto Jorge Sahium
Brasil terra de Nossa Senhora Aparecida. Águas de São José. Ares de Santos do Dumont. Chão de todos terreiros de todos os Santos. Pela sua dessemelhança de paisagens, natureza do clima, das criaturas animais e vegetais, mas com firmamento em Deus, tu és, Brasil, gigante pela sua roça venerando a natureza.
São 851,6 milhões de hectares desse Brasilzão de meu Deus, terra que não acaba mais, boa pra tudo quanto é lida. Desse tanto, uns 117 milhões de hectares (13,7%) são terras indígenas, onde os povos originários guardam sua história e seu modo de viver. Outros 250 milhões de hectares (29%) ficam por conta das matas, parques e reservas ambientais. É o Brasil preservando suas riquezas naturais, mesmo com umas sobreposições aqui e acolá.
Já as cidades, estradas, barragens e outras obras para comodidade do homem ocupam perto de 30 milhões de hectares (3,5% do Brasil continente), mostrando o avanço da infraestrutura nesse mundão. E tem mais uns 100 milhões de hectares (11,7%) espalhados em terras devolutas, assentamentos, áreas quilombolas e também nas águas que cortam esse país.
No fim das contas, isso tudo dá uns 497 milhões de hectares, ou seja, mais ou menos 58% do território nacional, com algum tipo de uso ou destino definido. É o retrato de um Brasil grande, diverso e cheio de contraste, onde o progresso, a roça e a natureza vão dividindo espaço, cada um do seu jeito.
Desse torrão brasileiro, nóis roceiro, debaixo de sol quente e chuva braba, depois de muita papelada, arranca-toco e muita quebra de quiçaça, abrimos trieiros, caminhos e estradas e hoje tamo na lida em cerca de 198 milhões de hectares (aproximadamente 23% do território nacional), conforme dados do MapBiomas (Coleção 8 – 2022), em sintonia com IBGE e Embrapa.
Desse tanto, uns 89 milhões de hectares tão na produção de grãos, fibras e biomassas (soja, milho, algodão, arroz e feijão). E como diz o índio lá em 1500: tudo que plantar dá. Pra dicomê para boiada e bichos da natureza são mais uns 109 milhões de hectares. Tem gado espalhado pelos quatro cantos do Brasil.
E tem mais uma coisa que hoje entra na conta da lida: o tal do carbono (CO2). A maioria dos roceiros, em especial os de commodities hoje fazem cobertura do solo com palhas de restos de colheitas, planta direto na palhada, usa rotação de cultura, tecnologias AgroBrasil S/A pratica para ajudar a voltar o carbono pra terra, numa parceria com o meio ambiente para equilibrar o clima.
Esta quermesse que dimana sobre de nóis roceiros, vem dos andamentos Eurocêntricos, da época que: a tapioca foi moeda de troca; o café nem tinha chegado e viajou, fez a conclave na Santa Sé; a cana-de-açúcar espocou bem doce as algibeiras dos ingleses; e o charque brasileiro alimentou os recrutas brasileiros e estrangeiros na segunda guerra mundial. Presentemente na era dos linguarudos que plantam mentiras e intrigas, o Asiacêntrico tomou as rédeas, soja e o milho antes antiambiental, no plural transformam em proteínas na China e outros de cultura oriental.
Na cronologia destes desafios varamos mais quinhentos anos. Primeiramente éramos alcunhados por Colonos dos Portugueses e segundamente recebemos o qualificativo de Produtores Rurais e reconhecidos mundo afora, pelo jeitão que conseguimos fazer produção, com produtividade e também com competividade e respeito a natureza, pois é! Na roça é assim: aqui pra nossa banda quase sempre mais 50% da propriedade é contingenciado pelos governos estaduais e federal para o meio ambiente.
Dizem se seu carro tem bom freio, você pode correr! Isso também a roça brasileira proporciona a economia nacional, brecando: o risco-Brasil; a fome de mais de 210 milhões os brasileiros, inclusive matula completa à 94 milhões de brasileiros, quedependem de algum tipo de auxílio ou transferência de renda para o complementar o orçamento familiar e apurar proselitismo do Governo, contando ainda o feitio dos roceiros que nutre o PIB brasileiro, diminuindo a apetite da famigerada inflação; e por riba garantindo comida para quase 1 bilhão de forasteiro.
Diante disso a mídia comprada tanto daqui interna quanto a de fora zarolha, tropeça na fala e não escuta bem o fato sucedido, passam pano de veludo do chão ao corrimão, tem pouca falação se for do lado do sistema: “entendido como o establishment, ou seja, o conjunto estrutural de organizações, mídias, poderes, instituições, políticos e normas que controlam a sociedade e a política do país, deste modo os preços dos combustíveis, impostos retaxados e generalizados, mortos recebendo pé-meia, problema de INSS sem resolver, gastos dos governos e suas e seus consórcios aliançados, burocracia dos governos municipais, estaduais e federal oxidada com executivo, legislativo e judiciário azedado, a quietude é normal”.
Com a roça a regra é outra, o canal é de modo politicamente correto, procura com lupa e lampião um antropocêntrico ou um vilão da inflação, pra deitar malhação, não querem saber se choveu ou não choveu no chão. O azedume da ferrugem arribou a pestana sobre os alimentos produzidos pela agricultura familiar e agricultura de exportação não tem a mesma atenção por não acompanhar o sistema do verdadeiro vilão, este vespeiro se mexer pode ser uma grande frustação e causar ter má digestão na cabeça de gente de rádio e televisão, que gostam mesmo é de pedir compensação.
Matutando aqui! Driblando acolá, com ajuda de Nossa Senhora da Salette, São Josée Santo Isidoro nos fez roceiros fortes para demudamos este Brasil, de Colonos de Portugueses transformamos em Jecas Tatus Mecatronizados e maiores Agroprodutores do mundo. Haja devoção e dedicação para toda esta evolução. Isso bem dito, só para acender as rusgas dos contras e linguarudos que plantam intrigas e malquerença, que criam narrativas, tudo de ruim ambientalmente tem que ser debitado direto na conta dos produtores rurais.
Estes contras e linguarudos que plantam intrigas e malquerença, não tem agudeza e nem bom senso para saber que a roça brasileira é que mantém em pé uma reserva florestal de 281milhões hectares (33% do território nacional), e quem ganha o bônus são 210 milhões de brasileiros, pelo fornecendo águas ou vocês acham que a água consumida pela população nasce na Avenida Paulista, na Praça dos Tres Poderes ou algo parecido. E oxigênio fornecido de graça para mais de 8 bilhões de estrangeiros, inclusive tem muitos intriguentos e até banco ($$$) que não tem um palmo de mata ou cerrado no Brasil, mas tem Crédito de Carbono nos paraísos fiscais. Nóis roceiro na verdade somos Guardião ou aquele que tem o dever ou a responsabilidade de proteger, vigiar a natureza para todos.
Tem-se dúvida de alguns números desta falação acima, entre no: uol economia.com
Inté pra nóis!
*Roberto Jorge Sahium, é Engenheiro Agrônomo, Extensionista Raiz, Membro da Academia de Letras da Assistência Técnica e Extensão Brasileira, Membro da Academia Tocantinense do Agronegocio e Responsavel Técnico de um dos agroempreendimentos mais sustentável do Brasil,“Projeto Gamboa”.

