*Por Joana Castro
O Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data comemorativa; é um marco histórico que carrega consigo séculos de luta, resistência e esperança. Desde o início do século XX, quando mulheres operárias se levantaram contra jornadas extenuantes e condições desumanas, até os movimentos feministas que ecoaram pelo mundo, essa data simboliza o grito coletivo por igualdade, dignidade e reconhecimento.
Durante muito tempo, a sociedade patriarcal relegou a mulher ao silêncio, ao espaço doméstico, à invisibilidade. O preconceito estrutural moldou culturas, leis e comportamentos, perpetuando desigualdades que ainda hoje deixam marcas profundas. Mas o resgate do papel social da mulher foi inevitável: ela sempre esteve presente, seja como trabalhadora, intelectual, líder comunitária ou militante política.
No Brasil e no mundo, vivemos um momento paradoxal. De um lado, vemos mulheres conquistando protagonismo social e político, ocupando espaços antes inimagináveis, liderando empresas, governos e movimentos sociais. De outro, cresce de forma alarmante o número de feminicídios, revelando que a violência de gênero continua sendo uma ferida aberta que exige enfrentamento urgente. Essa contradição expõe a necessidade de não apenas celebrar, mas também refletir e agir.
O Dia Internacional da Mulher é, portanto, um chamado à consciência coletiva. É lembrar que cada conquista foi fruto de coragem e que cada vida perdida pela violência é um alerta doloroso de que ainda há muito a fazer.
Hoje, mais do que nunca, é tempo de reconhecer, valorizar e proteger as mulheres. Que esta data seja não apenas uma homenagem, mas um compromisso: o compromisso de construir uma sociedade justa, igualitária e livre de violência.
Às mulheres do Tocantins, do Brasil e do mundo, nossa sincera homenagem. Vocês são a força que move a história, a esperança que renova o futuro e a inspiração que nos ensina a nunca desistir.
“É, pois é. É isso aí”. (SWR)

