*Por Roberto Jorge Sahium
Falar que a localização do Estado do Tocantins é um de seus miores ativos, depois de seu povo e dos recursos naturais é chover no molhado. Na desconcordância, os passivos não é d´agora, dito e bendito, certos políticos, e são bastantes, marcham por trieiros desnivelados, chão sem prumo e leiras sem rumo.
Segundo visão da IA, os dados de pesquisas recentes indicam que a classe política, de modo geral, enfrenta uma apreciação negativa por parte da população brasileira, desconfiança generalizada quanto à atuação dos parlamentares e falta de identificação de lideranças em exercício. Por cá uns certos candidatos não conseguem chegar a lugares públicos e currais sem participação de cabos eleitorais.
Os cabos eleitorais são pessoas muitas vezes até bem intencionadas, mas como de boa intenção o céu e o inferno estão cheios e os políticos se limitando ao cotidiano “quase que” somente ao voto pelo voto.
E assim no jacá-político na terra do Tucan (em tupi – bico duro) contém “peixes graúdos e peixes miúdos”, as traíras como sempre em maior número. Todos e todas boiando numa marola sem encantador e sua flauta, precisam do som da flauta pro modo de acuar o cardume no atacado. No limbo do varejo o discurso até que oferece planos e projetos, mas no sistema que organiza os resultados das operações matemáticas básicas nada entregam. Aliás, a não ser para os seus próprios jequis eleitorais. Todavia planos e projetos têm carência nos diversos setores da economia tocantinense, cujas portas e porteiras estão sempre abertas.
Tratando-se de economia, o Tocantins consolidou-se como uma grande potência do agronegócio, onde a roça tocantinense desde acolá atras e até hoje é seu movedor de crescimento socioeconômico e ambiental. Contabilizando serviços, indústrias e agronegócio e tirando os noves fora, 82% do PIB é produzido pelo “AGROTocantins S/A”, um dos que mais avançaram no Brasil depois de 2.002, destacando a produção de grãos (soja, arroz e milho) e carne bovina. Na dúvida confira o gráfico no final deste texto.
É clamor generalizado que este crescimento adveio e advirá, não por gerações espontâneas e nem configura proveniência das “políticas públicas” de governos, senadores e deputados e muito menos de prefeitos, mas sim, de expertise do próprio roceiro, que, pratica ativamente compras diretas (seja insumos, venda de produtos) e trocas (barter) como estratégias fundamentais de gestão, visando redução de custos, proteção contra volatilidade de preços e otimização do fluxo de caixas. Mas no dizer dos produtores e pecuaristas: “o governo ajuda muito não atrapalhando”.
Nesta circunstância, o trato aqui é sobre pastagens do Tocantins; segundo 1MapBiomas e 2LAPIG cerca 6,1 milhões de hectares estão sob pastos, conforme estes centros de pesquisas e mapeamentos acima cerca de 2 milhões de hectares de pastagens necessitem de recuperação imediata para manter a viabilidade econômica da pecuária.
Perante esta arenga que frequentemente delineamentos dos próprios produtores rurais das precisões da cura da terra e do pasto, o MAPA/EMBRAPA recomendam duas práticas agropecuárias aludidas no contexto do Plano ABC+ (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono): Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD); e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (LPF), abordam astúcias de restaurar: a fertilidade dos solos empobrecidos pelo uso; melhorar a qualidade e a produtividade das pastagens; produzir animais bons, precoces e integrados a uma floresta produtiva; e ademais este sistema otimiza a rentabilidade, ativa duas receitas na propriedade, reduz custos e ainda sequestra carbono atmosférico.
Portanto, atentando para frente, principalmente com foco nas novas tendências tecnológicas mundiais, os biocombustíveis não apenas fazem parte, mas são considerados um dos pilares centrais na transição energética global.
Aí ajuizamos nos 2 milhões de hectares de pastagens degradas, que de um jeitão ou de outro precisa voltar de imediato trazer viabilidade econômica, adonde o Plano ABC+, vem como uma luva, por oferece incentivos financeiros a ser acessados ao Banco do Brasil, BNDES e Agência de Fomento do Tocantins, através o crédito rural com taxas de juros competitivas e prazos diferenciados e incentivos fiscais disponibilizados, conforme menciona a Lei do Estado do Tocantins nº 1.917 de 17/04/2008 que instituiu a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas, Conservação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Tocantins.
A pesquisa realizada não retornou informações sobre as regras específicas da Lei nº 1.917 de 2008 do Estado do Tocantins. Taí uma situação que os Nobres Deputados Estaduais têm muita força para a regulamentação desta lei o mais breve possível.
Bora ajudar o Tocantins a se transformar na OPEP do Cerrado e ainda produzir carne de bovinos certificada num único local. O gado o produtor já possui, inclusive não precisa de abertura de novas áreas, as oleaginosas ele pode escolher: macaúba, pequi, buriti e o oiti que não é daqui, mas foi adaptada aqui.
Para isso acontecer o Estado do Tocantins encontra-se no tamanho exato, desde que estes números estejam enleirados com os modelos Agro 5.0 e 4D, ao Plano ABC+, que alinham-se com a Política Nacional sobre Mudanças do Clima (Lei nº 12.187/2009), e principalmente no trieiro alinhado com a classe política, e monetizada por denominador único, comandada por um encantador e sua flauta possuidor de ativos pessoais de como pilotar uma plataforma sem balanço e supetões, bem como, ter brio e ser exemplar para buscar parceiros com tecnologias e recursos necessários para desenvolvimento estratégico do Tocantins. Não será empreitada fácil. Mas vai ter que ter garganta para gritar: “Bora gente! Transformar Tocantins na OPEP do Cerrado e ainda produzir carnes de Boi Verde”.
Só para reforçar esta intenção, o Agro 5.0 é a evolução do agro 4.0 que focava na internet das coisas (IOT) e sensores, inteligência artificial (IA) e big data, drones e imagens de satélite e presentemente unifica o ser humano com a máquina, priorizando o equilíbrio ambiental. Quanto ao conceito de “4D” no agro refere-se frequentemente a Descarbonização, Digitalização, Diversificação e Desenvolvimento Sustentável.

*Roberto Jorge Saihum é Engenheiro Agrônomo, Membro da Academia Letras da Extensão Rural Brasileira, Membro da Academia Tocantinense do Agronegócio, Consultor Técnico Agroambiental.


