Moradores da região cobram respeito ambiental e mais presença do poder público
A Câmara Municipal de Palmas realizará no próximo dia 15 de dezembro, às 14h, uma audiência pública para debater a proposta de criação do Distrito de Taquaruçu Grande. O encontro acontecerá no Plenário Tarcísio Machado da Fonseca e será aberto à participação da comunidade.
A convocação envolve todos os vereadores, além de representantes da Prefeitura de Palmas, Ministério Público, Fundação Municipal do Meio Ambiente, Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Impup) e secretarias municipais ligadas à regularização fundiária, controle interno e gestão urbana.
A proposta é resultado de reivindicações antigas de moradores da região e pessoas interessadas, que buscam oficializar o distrito para ampliar investimentos públicos, organização administrativa, infraestrutura e regularização territorial.
Lideranças locais apontam receio e falta de diálogo
Embora o debate avance institucionalmente, parte da comunidade demonstra preocupação com o processo. Um dos pontos levantados é o fato de que a região possui áreas em APA (Área de Proteção Ambiental), o que cria limites legais e ambientais para expansão urbana e regularização.
O padre Aderson, que vive na comunidade, afirmou em entrevista que a discussão precisa considerar aspectos ambientais e jurídicos que ainda não foram devidamente apresentados. “A região é APA, de proteção permanente. Inclusive, parte dela pertence ao Estado, não ao município. Então como o município vai criar um distrito se a responsabilidade é estadual?”, questiona.
O religioso também critica a falta de fiscalização e ações preventivas por parte do poder público ao longo dos anos. “Há descaso com o rio Taquaruçu Grande, loteamentos irregulares surgem a cada dia e ninguém fiscaliza. Primeiro permitem o errado, depois tentam regularizar o erro”, afirmou.
Ele ainda citou carências históricas da comunidade: “Posto de saúde abandonado por anos, escola só existe porque a comunidade correu atrás. A população cresce e os problemas também, e não há vereador que venha aqui cobrar ou acompanhar de perto.”

