Cantor questiona destinação de recursos públicos e denuncia desigualdade na distribuição de oportunidades entre artistas do Tocantins
O cantor e compositor Dorivã Passarim utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (13), para se manifestar sobre as denúncias envolvendo o pagamento de cachês milionários a artistas por institutos contratados por meio de emendas parlamentares no Tocantins. O artista criticou a falta de transparência e o favorecimento de nomes desconhecidos do cenário cultural local.
“Me causa muita estranheza porque um cantor da noite para o dia sai do barzinho para ser um astro com um cachê exorbitante. Artistas que a gente nunca ouviu falar, nunca nos deram um bom dia, que grande parte dos artistas tocantinenses não conhecem, são contemplados com esses cachês altos, enquanto nós, que levamos o nome do estado e a nossa cultura para fora, não somos convidados para nada”, afirmou Doriva.
O músico, que tem mais de 30 anos de carreira e é um dos nomes mais conhecidos da música popular tocantinense, destacou ainda que o dinheiro público deve ser aplicado com responsabilidade e de forma justa. “Será que a gente tem que viver e cantar por mais 50 anos para ser reconhecido e valorizado por esses deputados? Esse dinheiro é nosso e deve ser investido na cultura”, questionou.
Dorivã também cobrou a atuação de órgãos de controle e fiscalização diante das denúncias que vieram à tona nos últimos dias. “Espero que o Ministério Público, a Defensoria e os órgãos públicos possam reconhecer a cultura que realmente fazemos aqui”, completou.
As declarações do artista surgem em meio à repercussão de reportagens que apontam o uso de institutos e associações como intermediários de contratos milionários com artistas, financiados por emendas parlamentares. Os casos estão sendo apurados pelos órgãos de controle e levantaram debates sobre a transparência na aplicação dos recursos culturais e a valorização dos artistas regionais.


